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Inatividade do Cumbre Vieja foi sol de pouca dura

O vulcão da ilha de La Palma voltou a registar uma grande coluna de cinzas, acompanhada de explosões esporádicas que duraram cerca de cinco minutos e que podiam ser ouvidas a quilómetros de distância, após algumas horas de calma aparente.

De acordo com a agência de notícias espanhola Efe, a atividade tornou-se novamente evidente às 11h00 locais (a mesma hora de Lisboa), após a expulsão de cinzas e fumo ter cessado às 08h30, depois de uma noite de constantes explosões.

O Instituto de Vulcanologia das Canárias, Involcan, confirmou, na rede social Twitter, que o cone principal do vulcão está de novo a expelir lava.

O comité científico do Plano de Emergência Vulcânica das Ilhas Canárias (Pevolca) está reunido para analisar o que aconteceu nas últimas horas em torno do vulcão de La Palma, após os sismógrafos terem detetado uma súbita queda no tremor vulcânico, ao ponto de o sinal “ter quase desaparecido” e o fumo e cinzas terem parado.

Desde há uma semana, cerca de 500 edifícios já foram destruídos pela lava, que cobre mais de 212 hectares, incluindo muitas plantações de bananas, de acordo com dados do sistema europeu de medição aeroespacial Copernicus.

As duas erupções anteriores em La Palma tiveram lugar em 1971 e 1949 e causaram um total de três mortes, duas das quais devido a inalação de gás.

O vulcão Cumbre Vieja está ativo e a expelir lava desde domingo passado e apesar desta situação não houve mortos ou feridos a lamentar entre os 85.000 habitantes da ilha, mas os danos são enormes, acima de 400 milhões de euros, segundo as autoridades regionais.