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Hungria detém cada vez mais traficantes de pessoas

A reabertura das fronteiras, na região dos Balcãs, após meses encerradas devido à Covid-19, veio estimular o turismo, mas também a imigração ilegal. De acordo com o governo da Hungria, desde o início do ano até ao final de julho foram detidos mais de duas centenas de traficantes de seres humanos. Um valor superior ao total de 2019.

Segundo o coronel da polícia Zoltán Boross, nos últimos tempos, foram detidos contrabandistas sírios, afegãos, ucranianos e romenos, no entanto, o número de contrabandistas húngaros detidos tem vindo a aumentar.

“Após 21 de maio, quando o exército sérvio abriu os campos de refugiados, que estavam encerrados devido à pandemia do novo coronavírus – a migração proveniente da Roménia e da Sérvia aumentou significativamente.”

Nas últimas semanas, as autoridades detiveram cerca de uma centena de migrantes ilegais que tinham sido introduzidos no país por contrabandistas de várias nacionalidades, no entanto, a polícia assinalou que há cada vez mais húngaros a dedicarem-se ao tráfico de seres humanos.

Segundo Zoltán Boross, a forte ação da polícia acaba por beneficiar os contrabandistas pois, quanto maior for o risco de captura, maior é o preço que pedem aos migrantes.

“Hoje em dia, uma boleia da Sérvia para a Áustria custa aproximadamente 3500 a 4000 euros ou dólares, por isso é um grande negócio.”

Os contrabandistas estão cada vez mais sofisticados, recorrendo a drones ou a telefones por satélite para ludibriar as autoridades fronteiriças. Querem levar o maior número de migrantes para o ocidente, o mais breve possível, antes que as fronteiras sejam novamente encerradas devido a uma eventual segunda vaga da pandemia da covid-19.