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Hospitais: o novo placebo

O Ministério da Saúde (MS) vem agora com “uma” que já é velha nos seus meandros: o embuste, e o modo que muitas vezes usa, nomeadamente com estatísticas que se apresentam com leituras para cada gosto. Leituras com vista a tomar por papalvos os comuns portugueses.

Não se pense que esta prática é benéfica; bem pelo contrário.

Quer o MS que os hospitais passem a receber o orçamento, de acordo com a qualidade do serviço que presta. Em tese temos que um hospital que preste maus resultados, estatísticas negativas e níveis de insucesso menos terá a receber das verbas estatais.

Com este procedimento os hospitais, quando estiverem ante casos que seriam punitivos, começam a desbancar nos doentes ou despacham àqueles que realmente onerem as os gastos.

Esta conclusão é limpinha!

Assim já se processa actualmente: dão alta aos doentes, mesmo aqueles em regimes ambulatório ou consultas externas.
E a leitura é: se deu alta e tem menor número de doentes é porque está a trabalhar bem.

Tem sido uma prática que conheço bem, e que veio com o advento dos anteriores “hospitais SA” agora EPE, mais as estatísticas que apresentavam no ranking daqueles trinta e três, colocando hospitais com procedimentos condenáveis no topo da lista.
Mário Adão Magalhães 016/11/23 01, 15h

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico).
Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.