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Homenagem às vítimas do atentado de Nice

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, expressou a sua “emoção”, “compaixão” e “indignação” durante a homenagem nacional às três vítimas do atentado cometido em 29 de outubro na basílica de Nice. “França é cada vez mais alvo do terrorismo, mas Nice terá pagado um preço elevado”, disse o primeiro-ministro, referindo-se a este ataque e ao de 14 de julho de 2016, que provocou 86 mortos no Passeio dos Ingleses (Promenade des Anglais).

“O inimigo, nós conhecemo-lo. Não só está identificado, como tem nome: é o islamismo radical, uma ideologia política que desvirtua a religião muçulmana ao deturpar os seus textos, os seus dogmas e os seus mandamentos para impor o seu domínio pelo obscurantismo e ódio”, acrescentou Jean Castex, durante a cerimónia realizada na cidade, citado pela Agência France-Presse (AFP).

Nove dias depois do ataque da autoria do tunisino Brahim Aouissaoui, toda a custódia policial foi levantada, incluindo a de um menor de 17 anos, preso na tarde de quarta-feira na região de Paris.

No total, 11 pessoas foram colocadas sob custódia policial e depois libertadas, desde o início da investigação, aberta pela acusação antiterrorista, em particular por “assassinatos relacionados com uma empresa terrorista”.

O alegado agressor, que ficou gravemente ferido durante a sua prisão e que também está infetado com o novo coronavírus, foi transferido de avião e sob segurança máxima de Nice para Paris, na sexta-feira.

Brahim Aouissaoui, cujo prognóstico vital ainda está comprometido, foi hospitalizado em Paris, segundo uma fonte próxima do processo, pelo que ainda não foi ouvido pelos investigadores.

Segundo a AFP, o alegado autor dos atentados, deixou ilegalmente a cidade de Sfax, no centro da Tunísia, onde morava com sua família e trabalhava como reparador de motos, em meados de setembro.

Após atravessar o Mediterrâneo e chegar à ilha italiana de Lampedusa, Brahim Aouissaoui terá sido colocado em quarentena com cerca de 400 migrantes na balsa “Rapsódia”, segundo a imprensa italiana, antes de desembarcar no continente, em Bari, no sudeste da Itália, a 9 de outubro.

Fonte próxima da investigação especificou que o tunisino foi depois para a Sicília, antes de chegar a França.

A investigação determinou que Brahim Aouissaoui chegou a Nice, na terça-feira, dia 27 de outubro, dois dias antes do ataque.

Este ataque terrorista é o terceiro praticado em França desde a republicação, no início de setembro, das caricaturas do profeta Moamé pelo jornal Charlie Hebdo.

Três pessoas morreram, uma delas degolada, no interior da basílica de Nossa Senhora de Nice, num ataque perpetrado a 29 de outubro por um homem armado com uma arma branca.

O autor do ataque foi rapidamente detido pela polícia, tendo sido ferido a tiro com gravidade e transportado para o hospital.

Segundo fonte próxima do inquérito, o atacante gritou “Allah Akbar” (“Deus é grande”) durante o ataque, que ocorreu duas semanas depois da decapitação de um professor na região de Paris, assassinado depois de ter mostrado caricaturas de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.