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Há uma capital europeia com 70% de habitantes estrangeiros

© Raúl Reis / BOM DIA

Numa altura em que em Portugal o aumento do número de estrangeiros é um dos temas centrais do debate político devido ao facto de já haver 10% de estrangeiros, há uma capital da União Europeia com 70% de estrangeiros, enquanto que o país conta com quase 50% de habitantes que não detêm a nacionalidade do Estado onde vivem.

Trata-se do grão-ducado do Luxemburgo, país fundador da União Europeia, onde vivem 672.050 pessoas, constituindo uma população de uma diversidade surpreendente. Assim, 47,3% da população não tem nacionalidade luxemburguesa. E isto sem contar com os mais de 228.400 trabalhadores transfronteiriços que atravessam a fronteira para trabalhar no país diariamente.

Além disso, nestes números não estão incluídos os estrangeiros que tenham dupla nacionalidade, ou seja, que sejam ao mesmo tempo portugueses e luxemburgueses, por exemplo. Os casos de dupla nacionalidade contam apenas como luxemburgueses, o que reduz bastante o número real de estrangeiros no país.

A capital, a Cidade do Luxemburgo, continua a ser uma capital única na Europa com uma população maioritariamente estrangeira: 70%, percentagem que não se altera desde 2016.

E apesar de os portugueses constituirem a comunidade mais relevante no país, no município do Luxemburgo é a França que surge como a nacionalidade estrangeira mais representada, à frente de Portugal, cuja comunidade se encontra mais espalhada por todo o país, mas com uma presença mais marcada no sul do grão-ducado.

No final de 2024, viviam na capital luxemburguesa, que conta com 136.208 moradores, 20.713 franceses, contra 11.043 portugueses e 10.160 italianos.

Na cidade podem encontrar-se mais de 160 nacionalidades, entre as quais populações que fogem dos teatros de conflito ou dos regimes ditatoriais: os ucranianos são 2.113, os sírios 1.105 e os eritreus 725, o que coloca estas três nacionalidades no top 20 das mais representadas na capital do Luxemburgo.

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