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Há cada vez mais populações deslocadas em Moçambique

As Nações Unidas anunciaram que pelo menos 7.400 novos deslocados chegaram somente numa semana à cidade moçambicana de Pemba, em Cabo Delgado.

A violência que se regista nos distritos de Ibo, Quissanga e Macomia é a razão da fuga das áreas de origem na província do extremo norte.

As autoridades locais e provinciais lideram esforços de resposta a este fluxo de pessoas atuando com parceiros humanitários na assistência e oferta de serviços de proteção aos recém-chegados.

Já os parceiros humanitários estiveram a cargo do apoio em áreas como assistência de proteção, oferta de refeições prontas, uma clínica médica, além de instalações para garantir serviços básicos de água potável, saneamento e higiene.

A chegada do maior número de pessoas foi registada na quinta-feira passada, quando 24 barcos transportaram 2,7 mil pessoas para as áreas de desembarque do bairro de Paquitequete, em Pemba.

Os deslocados eram na maioria mulheres e crianças que deixaram suas áreas afetadas por confrontos e pela insegurança. Esta semana houve relatos de ataques armados na ilha de Matemo, no distrito de Ibo.

De acordo com o informe, muitos deslocados ainda têm chegado a Pemba supostamente fatigados, desidratados, com fome e sofrendo de várias doenças.

De acordo com os relatos destas pessoas, elas pretendem mudar-se para outros distritos como Montepuez, Chiúre, Ancuabe ou Metuge. Nestas áreas da província do extremo norte de Moçambique já estão refugiados. Outra opção é ficar em comunidades de acolhimento na cidade de Pemba.

Além de precisarem de água potável e de artigos de saneamento e higiene, os deslocados carecem de segurança alimentar, saúde e proteção. As áreas de ajuda infantil e das vítimas da violência de gênero merecem grande atenção.