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Há 170 investigadores portugueses no Laboratório Europeu de Física de Partículas

José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, deu destaque ao grande contributo que os investigadores portugueses têm dado no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), situado na região de Genebra, Suíça.

O secretário visitou na passada sexta-feira o CERN, onde teve “um diálogo muito pedagógico e construtivo com as autoridades” do maior laboratório de física de partículas do mundo, que “puderam explicitar os termos em que os portugueses têm contribuído para a investigação”, adianta o Observador.

“Investigadores nas várias áreas, desde a Engenharia Informática à Mecânica, desde a Engenharia Civil à área da Física, os portugueses participam no trabalho que o CERN está a desenvolver também na transferência de conhecimento para a sociedade, para as empresas e a indústria e, muito particularmente, para a área da saúde, no combate às doenças cancerígenas”, afirmou.

José Luís Carneiro também realçou o contributo dos portugueses para “o modelo de organização e gestão de todo o centro”, com cidadãos nacionais “associados à organização e à logística de todo o CERN, com milhares de investigadores de todo o mundo”.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas reuniu-se com os investigadores portugueses que estão a constituir a futura Associação de Graduados Portugueses na Suíça, e Paulo Gomes, também investigador, garantiu que os seus pares têm vários objetivos na constituição da associação, nomeadamente “pôr em contacto os graduados portugueses do ensino superior que estão a trabalhar na Suíça, para que se possa partilhar experiências, e também colocar os investigadores em contacto com as autoridades portuguesas, seja Governo, seja empresas, seja outros organismos de outros ramos”.

Dentro de pouco tempo, a Associação de Graduados Portugueses na Suíça, cujos estatutos estão a ser elaborados, será formalmente constituída, definindo-se os órgãos de gestão.

Acompanhado pelo diretor-geral do Ensino Superior, João Queiroz, e de representantes de universidades e institutos politécnicos portugueses, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas teve “sucessivos diálogos com a comunidade portuguesa” na Suíça.

“Um desses teve a ver com a apresentação do programa Estudar e Investigar em Portugal, que, numa sessão totalmente cheia com pais e jovens estudantes, explicitou-se os termos em que podem estudar e investigar em Portugal e, sobretudo, explicitou-se a quota que há no ensino superior português para filhos de emigrantes”, afirmou.

Segundo o governante, também foram explicados “os termos em que podem ver ser reconhecidas as competências do ensino secundário” dos filhos de emigrantes para “efeitos de concurso e de integração no sistema de ensino universitário e politécnico no nosso país”.

Algumas medidas desenvolvidas, como a validade do cartão de cidadão de 5 para 10 anos, o novo modelo de passaporte com maior número de páginas para evitar as deslocações aos serviços consulados e as leis eleitorais foram outras matérias abordadas nos contactos do Governo com emigrantes.