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Governo cria plataforma articulada de cooperação para a diáspora portuguesa

O secretário de Estado das Comunidades referiu que o objetivo do I Congresso Mundial de Redes da Diáspora Portuguesa, que este fim de semana se realiza no Porto, é o da ligação das várias redes numa plataforma “articulada e de cooperação”.

“O desejável é que estas redes comecem a trabalhar conjuntamente. Esse é o objetivo futuro: que as redes não trabalhem de ‘per se’. Sejam capazes de se conhecer e de trabalhar articuladamente e em cooperação”, disse à Lusa José Luís Carneiro.

A sede da Ordem dos Técnicos Oficiais de Conta no Porto recebe este fim de semana “mais de 500” representantes e protagonistas das diversas redes dos portugueses da diáspora num encontro que deverá permitir ao Governo “avaliar o percurso que foi desenvolvido durante esta legislatura” junto das comunidades, e, ao mesmo tempo, estabelecer um compromisso de prospetiva relativamente ao que pode ser feito e melhorado no futuro, independente do titular da pasta das Comunidades Portuguesas”, afirmou o governante, coorganizador do evento com a Câmara Municipal do Porto.

“É muito significativo que, pela primeira vez, portugueses que estão eleitos nos Estados Unidos, em França, na Austrália, na África do Sul, [se reúnam] com empresários que estão a promover o país todos os dias e a trazer investimento para Portugal, com jovens investigadores que podem dar um contributo imenso, nomeadamente a essas estruturas empresariais. O encontro de todas estas redes é muito significativo e não deixará de produzir efeitos estratégicos futuros”, afirmou José Luís Carneiro.

“Este é o primeiro congresso das redes da diáspora. Houve um encontro em 1966 das comunidades de língua e cultura portuguesa. Desejavelmente, e do meu ponto de vista, este encontro devia ocorrer de dois em dois anos, duas vezes por legislatura, porque só assim é possível estabelecer linhas mestras, objetivos, e avaliar os objetivos alcançados”, acrescentou o secretário de Estado.

O evento contará com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro-ministro, António Costa, do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e haverá uma alocução sobre a diáspora do arcebispo José Tolentino Mendonça, arquivista e bibliotecário da Santa Sé.

“Haverá um painel de abertura com representantes das redes numa primeira sessão de reflexão e depois haverá encontros temáticos com sessões específicas que contribuirão para as conclusões finais, que depois formarão um compromisso de todos para com alguns objetivos relativos ao futuro”, explicou José Luís Carneiro.

“Convidei todos os ex-secretários de Estado das Comunidades Portuguesas para participar e os deputados eleitos pela emigração para presidirem aos painéis temáticos, porque é muito importante que se reafirme aquilo que sempre temos dito: a política para as comunidades portuguesas, assim como o conjunto das políticas no Ministério dos Negócios Estrangeiros, são políticas de Estado. Não são políticas que estejam sujeitas à partidarização”, considerou ainda.