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Fraseologias de todos os males

– Ouve lá! Esta reportagem da TVI foi um absurdo. Nunca deveriam ter mandado aquilo para o ar, mas será que não estamos a dar-lhe demasiada importância?

Já vi e li tanta coisa, alguma com conteúdo e muito bem respondida. Outras tão baixas que parece que estamos a descer ao nível deles. Não estará na hora de apaziguar as coisas e deixar o pó assentar?

Sou do Norte, mas amo o meu país de Norte a Sul e inclusive Lisboa. Há lá gente parva, como também a há cá em cima ou no Centro. Eu sou de Portugal acima de tudo e sou contra gente arrogante e pedante seja ela de onde for. Do Norte, do Sul ou da Cochinchina…

– Ora bem! Tocaste não num ponto, mas vários importantes!

Estas coisas acontecem porque há sempre quem queira aproveitar os minutos de fama que estas plataformas sociais proporcionam. Toda a gente sabe que há alguém para registar. Registar o mais promíscuo.

Depois despoletam discussões imensas e variadas como se sejam tratados de paz e péssangas.

Um trabalho literário ou uma denúncia interessante não desperta interesse. Se for um papel no chão, hui meu Deus… Fotografia daqui, fotografia dali…

Até o senhor professor Marcelo percebeu esse filão e… ia dizer que… deve estar arrependido, mas não está. Ele é um caso ao lado.

Desde que tu vês pessoas a filmar a sua própria morte… Tenho ideia que – não sei onde – alguém caíu numa ravina fundérrima e filmou aquilo. Ficou só o registo pictórico. Creio que este caso que estou a lembrar foi há muito, mas vão aparecendo outros casos e não é difícil perceber que aconteçam a cada instante.

Este caso! É imperdoável. Mas acontecem porque há muita gente que vai para jornalismo / comunicação – como umas outras actividades (…)  porque é fixe, e como se faz muito uso das alcovas e da tua parente Cunha para acessar a lugares essenciais, depois dá nisto.

Mas isto por vezes é irresponsabilidade ou são gracinhas. Não pensam é que tem estas repercussões. Lembro, por exemplo, um fulano que foi buscar bolos a uma pastelaria num fim de semana à noite, no carro da empresa onde trabalhava, identificado com os ”logos” e saíu sem pagar – tão desvario – tão primário – gente tão básica que não lhe ocorre coisas elementares.

À parte isto, tenho em mim todos os males do mundo. Ou seja – esmiúçava isto e transpor-nos-ia para conclusões assustadoras…

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico).

 

Este texto é da responsabilidade exclusiva do seu autor.