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Fotógrafos leirienses vão cruzar Portugal para captar árvores monumentais

Dois fotógrafos de Leiria vão cruzar metade do país para fotografar árvores monumentais, num projeto que visa alertar para importância da conservação do meio ambiente.

Entre sábado e o dia 31, Rute Violante e Cristiano Justino vão fazer 1.200 quilómetros à procura de dez árvores notáveis, identificadas pelo Instituto da Conservação da Natureza, para as fotografar. O percurso vai levá-los de Leiria ao Gerês, passando por Portalegre, Castelo de Vide, Montargil, Abrantes, Guarda, Viseu, Braga e Figueira da Foz.

“Vamos fotografar árvores centenárias e milenares. Outras são recordistas de altura ou de perímetro. Mas a verdade é que, provavelmente, vamos deparar-nos com imensas árvores maravilhosas ao longo do percurso”, explica à agência Lusa Rute Violante, que concretiza agora um sonho antigo.

A fotógrafa profissional ambiciona há vários anos viajar pelo mundo para fotografar árvores.

“Apercebi-me que se começasse devagar, até podia fazê-lo”. Assim, desenhou uma viagem de escala nacional, que neste primeiro momento cobre o centro e o norte de Portugal.

A acompanhá-la estará o astrofotógrafo Cristiano Justino, que vai fotografar e filmar céus em pontos do país onde a poluição luminosa ainda é reduzida.

“Temos objetivos comuns: celebrar a magnificência do planeta, ao mesmo tempo que tentamos despertar consciências para a gradual e assustadora destruição do planeta”, sublinha a fotógrafa.

A viagem fotográfica insere-se no projeto Magnificent Trees, que Rute Violante lançou em 2018.

“É um projeto artístico de intervenção ou de guerrilha, pelo que as imagens serão vendidas como obras artísticas e em produtos de ‘merchandising’ com mensagens poderosas”.

As fotografias podem também dar origem a uma exposição, procurando envolver e motivar pessoas para “ações ambientais e políticas”.

A ambição dos fotógrafos é dar continuidade e realizar mais expedições para encontrar e registar árvores fora do comum em Portugal.

“Há centenas, se contarmos as que estão catalogadas como árvores de interesse público. Mas há muito mais, porque as árvores são como as pessoas, todas notáveis”, diz a fotógrafa.