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Final do Euro2016: Paulo Gomes explica o Portugal-França

Histórico

Para relembrar, hoje começo o meu comentário como sempre acabei os anteriores… Estamos na luta. E que luta, uma luta de uma equipa de um povo, de uma nação, uma nação que sempre sonhou com este título, e o estamos na luta é para continuar, porque estaremos sempre na luta por outros títulos, ganhando ou perdendo.

Ao nível do passe Umtiti foi destaque com 114/122, nas recuperações. João Mário com 11 foi o rei da partida, Pepe com 10/12 roubos de bola controlou.

Entrada nervosa com vários passes falhados, com a França a dominar os primeiros instantes da partida apesar da primeira ocasião pertencer a Nani a rematar por cima numa abertura em profundidade de Cédric. A França começou a apertar e começou e grande defesa de Patrício a cabeceamento de Griezmann, depois de erro de Pepe ao não querer jogar longe.

Portugal não estava a conseguir estancar o jogo francês e após grande arrancada de Sissoko pela zona central mais um remate perigoso.

Golpe duro após a lesão de Ronaldo no joelho depois de entrada perigosa de Payet. Reagíamos como podíamos e em ataque rápido remate de Adrien perigoso de fora da área mas a não acertar no alvo.

Mudança de esquema tático com a saída de Ronaldo e a entrada de Quaresma passando a jogar Portugal em 4x3x3.

William muito lento nas coberturas, até que surgiu a melhor oportunidade para os franceses por Sissoko a sair de 1×1 e a rematar para defesa de Patrício, ele que a par de João Mário, Nani e Pepe foram dos melhores portugueses sobre o terreno.

Segundo tempo na mesma toada, com a França a ter supremacia na posse bola muito por culpa do seu jogo interior, com Sissoko muitas vezes a pedir bola nas costas do nosso meio campo, assim como Griezmann também. Portugal a não conseguir ter muita bola o que prejudicava o jogo nacional.

Coman entrou para o lugar de Payet para tentar provocar o segundo cartão amarelo em Cédric, ele que aos 65′ cruzou para Griezmann falhar a melhor ocasião de golo cabeceando por cima da barra. Coman criou diversos problemas com o seu movimento interior virando-se e atacando em velocidade a defensiva portuguesa.

A chave

Troca de Renato Sanches por Éder, Fernando Santos a colocar Nani à direita com Quaresma à esquerda, passando João Mário para o trio de meio campo e Éder a jogar como pivot ofensivo a permitir com a sua facilidade em guardar a bola, o que permitia a subida da equipa nacional.

A verdade é que a seleção melhorou e podia ter chegado ao golo num cruzamento de Nani com Lloris a defender por instinto e Quaresma a rematar de bicicleta à figura do guardião francês .

Os 90′ não terminariam sem que Gignac conseguisse passar Pepe e rematasse ao poste da baliza portuguesa. Prolongamento e melhor ocasião de Éder a responder de cabeça a um pontapé de canto de Quaresma.

A equipa nacional começava a sair mais vezes para o ataque, Éder dava muito que fazer aos centrais franceses. Portugal podia ter chegado ao golo da vitória num livre direto de Raphael à barra e Quaresma na recarga de bicicleta a rematar à figura.

O momento do Europeu

Após bela triangulação no meio campo a bola entra em Éder que aguenta uma primeira carga, e com convicção remata a 25 metros da baliza batendo Lloris – que arrepio ao escrever isto – estávamos a 10 minutos de sermos Campeões da Europa! Grandes lutadores, grandes conquistadores, aguentaram até ao fim e conquistaram um título que já há muito Portugal merecia.

Obrigado Portugal!
Estamos na luta!