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Família aguarda corpo de português morto na Guiné-Bissau há um mês

Os familiares de um emigrante na Guiné-Bissau foram obrigados a adiar o funeral pela segunda vez porque o corpo voltou a não ser enviado para Portugal pelas autoridades guineenses.

“Isto não se faz. Não bastava o sofrimento de termos perdido o pai e ninguém tem uma palavra para nos dar”, lamentou, ao Jornal de Notícias, Marta Sofia, filha do falecido, residente em Rio Maior.

Hélder Gomes, 51 anos, estava a trabalhar na Guiné há cinco anos. Não dava sinais de vida há dois anos, até que, dia 11 de fevereiro, a mãe do emigrante recebeu um telefonema a informar que o filho tinha morrido num acidente de viação.

A família tratou do funeral, que esteve agendado para o dia 23, mas, quando a agência funerária se preparava para levantar o corpo, no Aeroporto de Lisboa, recebeu apenas uma “carta de porte”, com um papel escrito à mão a dizer: “Faltou”. O corpo era esperado de novo na quinta-feira, mas voltou a não sair de Bissau.

“Já ligámos para a embaixada, mas não nos sabem dizer ao certo o que se passa”, adianta Marta Sofia.