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Evocação dos 108 anos da Batalha de La Lys contou com ministro Nuno Melo

© ministério da defesa

As localidades francesas de Richebourg e La Couture acolheram este fim de semana as cerimónias que assinalaram o 108.º aniversário da Batalha de La Lys, um dos episódios mais marcantes da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial. As homenagens reuniram representantes institucionais, militares e membros da diáspora portuguesa, num momento de forte carga simbólica e emocional.

As comemorações contaram com a presença do Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, bem como da ministra francesa dos Antigos Combatentes, Alice Rufo, numa demonstração da dimensão internacional e diplomática destas homenagens. Também marcaram presença o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, João Cartaxo Alves, o embaixador de Portugal em Paris, Francisco Ribeiro de Menezes, e o presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues.

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No Cemitério Militar Português de Richebourg, onde repousam cerca de 1.831 soldados portugueses, foram recordados os combatentes do Corpo Expedicionário Português que enfrentaram, a 9 de abril de 1918, uma ofensiva alemã devastadora. A batalha, frequentemente designada como o “Verdun português”, resultou em milhares de mortos, feridos e prisioneiros, num dos momentos mais trágicos da história militar nacional.

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O deputado europeu Carlos Gonçalves destacou a importância de manter viva esta memória coletiva, sublinhando o caráter “heróico e simultaneamente trágico” da batalha. Para o eurodeputado, estas cerimónias constituem um dever cívico que ultrapassa gerações, lembrando o sacrifício que esteve na base das liberdades atuais.

No âmbito das cerimónias, o jornalista Carlos Pereira foi distinguido com a Medalha de Honra ao Mérito, grau ouro, atribuída pela Liga dos Combatentes, pelo trabalho desenvolvido na divulgação da participação portuguesa na Grande Guerra, nomeadamente através do LusoJornal e de projetos documentais.

As homenagens estenderam-se também a outros locais de memória, como os cemitérios de Boulogne-sur-Mer e Ambleteuse, reforçando a dimensão histórica da presença portuguesa na região. Em representação da região de Hauts-de-France, Mady Dorchies sublinhou a importância destes locais como símbolos da memória portuguesa e da amizade franco-portuguesa, recordando que cerca de 55 mil soldados portugueses combateram na frente ocidental até ao final de abril de 1918.

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