Europeus manifestam-se cada vez mais contra medidas de restrição

O endurecimento das medidas de restrição para evitar a propagação da covid-19 pode ser um mal necessário mas tem sido mal recebido por uma fatia considerável da população em vários países europeus.
Em Itália, o encerramento de bares e restaurantes levou os trabalhadores do setor para a rua, receosos pelo futuro. Pedem apoio do governo para fazer face às dificuldades e dizem que se perdem o direito ao trabalho, também deviam perder o dever de pagar impostos.
O país tem sido um dos mais atingidos pela doença e estão previstas novas medidas para combater o coronavírus, o primeiro-ministro Giuseppe Conte anunciou a intenção de “encerrar centros comerciais aos fins de semana, reduzir para metade a capacidade dos transportes públicos locais e limitar o movimento de e para regiões de risco.”
Na Alemanha, o “confinamento suave” de Angela Merkel inclui o encerramento de cafés, restaurantes e cinemas. A chanceler alemã admite protestos e incompreensão com a medida mas sublinha que “estamos dependentes da colaboração da maioria da população para salvar vidas.”
Na Polónia as medidas por enquanto não são tão duras como nos vizinhos alemães mas nem por isso a vida é mais fácil.
Esta segunda-feira, os trabalhadores do setor da cultura assinalaram um dia de luto e acusaram o governo de não fazer o suficiente para salvar a arte no país.