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Euribor em descida acentuada

As taxas Euribor desceram em todos os prazos em relação a sexta-feira, tendo a três e a seis meses renovado valores mínimos de sempre.

A taxa Euribor a seis meses, que serve de referencial para o crédito à habitação, desceu 0,009 pontos, para -0,448%, em relação a segunda-feira, fixando-se num novo mínimo de sempre.

O valor mais alto da Euribor a seis meses, desde julho de 2018, foi atingido em 27 de março deste ano (-0,227%).

A Euribor a três meses, por sua vez, desceu 0,012 pontos, para -0,448%, face a segunda-feira, batendo igualmente um novo mínimo de sempre.

O máximo atingido pela Euribor a três meses, no último ano, foi registado pela primeira vez em 24 de janeiro (-0,306%).

Quanto à Euribor a 12 meses, caiu 0,001 pontos para -0,385%, depois de no dia 21 de agosto ter batido um mínimo de sempre (-0,399%).

Desde julho do ano passado, o valor máximo desta taxa foi alcançado, pela primeira vez, em 06 de fevereiro último, nos -0,108%.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses entraram em terreno negativo em 2015, em 21 de abril, 06 de novembro e 05 de fevereiro, respetivamente.

A evolução das taxas de juro Euribor está relacionada com as subidas ou descidas das taxas de juro diretoras do Banco Central Europeu (BCE).

Recentemente, têm estado a acentuar o valor negativo depois da indicação de Frankfurt de que vai manter as taxas de juro diretoras em níveis baixos, em vez das subidas que se perspetivavam, e de que podem mesmo voltar a baixar perante a pouca solidez do crescimento económico da zona euro.

Por agora, a taxa de juro aplicada às principais operações de refinanciamento está em 0%, a taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez em 0,25% e a taxa de facilidade permanente de depósito em -0,40%.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.