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EUA e Reino Unido lideram interesse internacional no imobiliário português

© Luís Vieira Cruz / BOM DIA

O interesse internacional pelo mercado residencial português mantém-se elevado no início de 2026, apesar de a venda efetiva de habitações a não residentes estar em queda há três anos. Segundo dados do portal imobiliário Idealista, Portugal continua a ser visto como um refúgio para investimento e habitação, especialmente num contexto de incerteza global e de agravamento de conflitos internacionais, como o do Médio Oriente.

Em 2025, os não residentes adquiriram 8.471 habitações em Portugal, o que representa uma diminuição de 13,3% face ao ano anterior. Este recuo é justificado pelas recentes alterações nas políticas fiscais e legais, nomeadamente o fim dos vistos dourados para investimento imobiliário, a substituição do regime de residentes não habituais e a nova lei dos estrangeiros. No entanto, o volume de pesquisas online sugere que a intenção de compra permanece forte.

Os dados do primeiro trimestre de 2026 indicam que o peso das visitas internacionais nos anúncios de venda supera os dois dígitos na maioria das capitais de distrito. O Funchal lidera com 30% das visitas a terem origem no estrangeiro, seguido de perto por Ponta Delgada, com 27%. Outras cidades como Viana do Castelo, Faro, Bragança e Castelo Branco registam um peso de cerca de 20% na procura externa. Nos grandes centros urbanos, o Porto atrai 15% de interesse internacional e Lisboa fixa-se nos 13%. Évora apresenta o valor mais baixo, com 9% das pesquisas provenientes de fora de Portugal.

No que respeita à origem deste interesse, os Estados Unidos e o Reino Unido dominam as preferências em 12 das 20 cidades analisadas. Os cidadãos norte-americanos são os principais interessados em cidades como Ponta Delgada, onde representam 35% das visitas internacionais, além de Aveiro, Braga, Lisboa, Coimbra e Évora. O Reino Unido lidera as pesquisas no Funchal, Faro, Castelo Branco, Setúbal, Beja e Santarém.

França surge como o principal mercado emissor para Viana do Castelo, Bragança, Guarda e Leiria. Já Espanha encabeça a lista de interessados no Porto e em Portalegre, enquanto a Suíça é a principal origem das visitas para Viseu e Vila Real. Esta diversidade geográfica reforça a resiliência do setor imobiliário nacional, com as três principais nacionalidades de cada cidade a representarem, de forma combinada, mais de um terço do total da procura externa.

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