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Estudo revela que muitos europeus associam a palavra “refugiados” a “terrorismo”

© Pixabay

Grande parte dos europeus teme que a chegada de refugiados aumente o risco de ataques terroristas nos seus países, revelou um estudo realizado pelo centro de pesquisas Pew, em Washington, nos EUA. Esta visão é influenciada pela perceção negativa em relação a muçulmanos. O estudo foi realizado na Alemanha, Suécia, Reino Unido, França, Espanha, Itália, Grécia, Holanda, Polónia e Hungria.

Segundo a pesquisa divulgada esta semana (11 de julho), pelo menos metade dos entrevistados (em oito dos dez países analisados, que representam 80% da população da Europa) acreditam que “a chegada de refugiados aumenta a probabilidade de terrorismo em seus países”.

Os entrevistados da Hungria (76%) e da Polónia (71%) foram os que mais expressaram os “medos”. Na Alemanha, 61% partilham da mesma opinião, enquanto que no Reino Unido, a percentagem é mais baixa. (52%). Na França, país alvo de ataques terroristas em 2015, apenas 46% temem que a chegada de refugiados possa aumentar o risco de novos atentados.

“A crise dos refugiados e a ameaça de terrorismo estão estreitamente relacionadas na mente de muitos europeus. (…) O recente aumento do afluxo de refugiados na Europa ganhou amplo destaque na retórica anti-imigração dos partidos de direita em todo o continente e no aceso debate sobre a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE)”, conclui o estudo do centro de pesquisas Pew.

O referido estudo adianta ainda que a perceção sobre os refugiados é influenciada em grande parte pelas perspetivas negativas de muitos europeus em relação aos muçulmanos. “Na Hungria, Itália, Polónia e Grécia, mais de seis em cada dez pessoas dizem ter uma opinião desfavorável aos muçulmanos – opinião partilhada por, pelo menos, um quarto das pessoas em cada uma das nações onde o levantamento foi realizado”, pode ler-se no estudo.

De acordo com a Deutsche Welle, em 2015, chegaram à UE mais de 1 milhão de refugiados, sendo muitos deles requerentes de asilo em fuga de conflitos no Oriente Médio, na África e na Ásia.