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Estabilizar o emprego e os rendimentos

Na última reunião no Infarmed relativa à covid-19 foi possível extrair que, com base nos critérios propostos pela comunidade científica, o processo de desconfinamento realizado até meados de maio não teve efeitos nocivos no conjunto do país, quer no valor do contágio, quer no recurso às unidades hospitalares e, ainda, no número de vítimas mortais.

Contudo, os números de Lisboa e Vale do Tejo exigem a atuação firme e determinada das autoridades de saúde na identificação das fontes e cadeias de contágio e nas medidas de política consideradas adequadas.

Em função dos resultados conhecidos, arrancou a terceira fase de desconfinamento, durante a qual o esforço individual e coletivo deve continuar a contar com todo o nosso empenhamento cívico.

As forças políticas, económicas e sociais tiveram também a oportunidade de apresentar os seus contributos para o Programa de Estabilidade Económica e Social. Foi possível saber da vontade política do Governo em dar uma resposta sólida que permita aguentar o impacto até à fase da recuperação económica e social, momento em que será possível contar com o essencial suporte financeiro da União Europeia.

O reforço e a agilização da cooperação com as instituições locais, regionais e com as entidades do setor social; o apoio às empresas em sede de lay-off, solvência, de capitalização e de estímulo às exportações; o reforço do investimento público no SNS, na escola pública e nas instituições de Ensino Superior, e, concomitantemente, nas infraestruturas de mobilidade e no setor da habitação; a proteção dos trabalhadores com relações laborais mais frágeis e de escassa carreira contributiva e o lançamento de uma estratégia nacional de combate à pobreza são elementos constitutivos de um programa que deve merecer o apoio de todos os partidos políticos no Parlamento.

José Luís Carneiro

Secretário-geral-adjunto do PS

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