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Escrevam e cantem

Escrevam e cantem em uníssono palavras brancas
Mas guardem todas aquelas palavras pretas
Coloquem as mãos nas vossas ancas
E declamem alto poesia, e ponham de lado as tretas.

Escrevam poemas épicos, e também de cernelha 
Poesia salutar que seja de pura literatura 
E com unhas e dentes omitam toda a treta
Tirem isso da cabeça, também o ódio e amargura.

Escrevam poetas, mas uma poesia para edificação 
Mútua. Não deixem os pensamentos em liberdade 
Digam o que disserem, mas digam-no do coração 
E os leitores notarão a vossa sinceridade.

Vocês podem andar com vossa cabeça de carrossel
Mas cuidem das campas dos poetas vossos amigos
Não necessitam vestir serapilheira e roupa de burel 
Nem vestir camisa que não vos cubra os umbigos.

Vocês podem até usar meias finas da CD
Gravatas de seda para encobrir vossa pança 
Podem também ler mais e ver menos TV.
E se forem a Viana, não percam qualquer dança.

Escrevam em abundância palavras auto digestivas 
E nunca omitam o que é justo se escrever
Poesias salutares que permanecerão vivas 
Porque asneiras e tretas, o mundo já está a ler!…

José Valgode

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.

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