De que está à procura ?

Lisboa
Porto
Faro
Colunistas

Éramos duas crianças

Nós queríamos brincar a qualquer jeito
Éramos apenas crianças na meninice
Eu apertava-te sempre contra meu peito
Quando tu não consentias, eu dizia: que chatice.

Éramos apenas duas crianças faz muitos anos
Mas recordo bem tua beleza ainda contida
Éramos crianças, foi bom abraçar daquele peito
Quanto tempo passou por essa experiência vivida.

E quando falo daquele beijo, eu estremeço
Tu ainda és meu sonho e minha candura
Aqui tens este poema que hoje te ofereço.

E vejo o brilho de teus olhos formosos
Reflexo de um amor tamanho e risonho
Também vejo uma lágrima incontida
Pelo amor, nesses olhos luminosos.

Atiramos um beijo, e uma lágrima leve
Caiu no teu colo onde então refulgiu
Entre rendilhados flocos de neve
Com os quais brincamos, e atirávamos beijos.

Éramos duas crianças sem amarguras no peito
Palpitámos amor sem egoísmo, mas com desejo
Olhei-te no rosto e atirámos um beijo.

José Valgode

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.