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Empresas portuguesas promovem-se no Egito

Uma delegação de 14 empresas ligadas à defesa vai representar Portugal na primeira feira do setor no Egito, até sete de dezembro, durante a qual serão assinados acordos para aproximar as indústrias nacional e árabe.

A iniciativa é organizada pela Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais [IdD], presidida pelo general Henrique Macedo, que afirmou à Lusa estarem agora criadas as condições para as empresas portuguesas entrarem no mercado árabe, especialmente nas áreas têxtil e tecnológica.

Com pouca expressão atual – “alguns milhões de euros” – as relações comerciais neste setor foram impulsionadas na sequência da visita de Estado do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao Egito, em abril passado, a primeira de um chefe de Estado português àquele país em 24 anos.

Na semana passada, um seminário económico juntou representantes dos dois governos no Ministério da Defesa Nacional, em Lisboa, visando o conhecimento mútuo das oportunidades de negócio, com o lado egípcio a demonstrar um interesse “expressivo” na aeronáutica, indústria naval, têxteis, comunicações e mobilidade, disse Henrique Macedo.

“Estamos a falar de umas Forças Armadas que têm um milhão e trezentos mil homens. Umas Forças Armadas que investem cerca de quatro vírgula quatro mil milhões de euros e neste momento há um grande enfoque do ocidente em apoiar o Egipto até no seu desenvolvimento económico”, realçou.

A feira de Defesa do Egito, “EDEX”, até sete de dezembro, a sudoeste do Cairo, será a primeira oportunidade de internacionalização do projeto português de equipamento de proteção individual do chamado “soldado do futuro”, que já equipa o 8.º contingente militar português no Iraque, que partiu no início do mês de novembro.

Fardamento, equipamento de proteção individual, desde capacetes a joelheiras e sistemas de comunicação começarão a ser produzidos em larga escala em 2019, estimando-se a sua distribuição em 2020, segundo a previsão do Ministério da Defesa Nacional.

Durante a feira, será assinado uma “carta de intenções” entre a IdD e a Organização Árabe das Indústrias do setor, para “aproximar as relações com o mundo árabe e permitir que as empresas possam utilizar a Plataforma para lançar os seus negócios”, disse o general Henrique Macedo, considerando que a “capacidade inovadora, a flexibilidade e a agilidade” das pequenas e médias empresas do setor da Defesa de duplo uso militar e civil são pontos fortes para entrar no mercado árabe da Defesa.

A primeira feira do setor no Egito terá representantes de 14 países, entre os quais França, EUA, China, Alemanha, Rússia, Grécia, Ucrânia e Reino Unido, sendo esperados 10 mil visitantes, segundo a organização.

De acordo com a IdD, além do Pavilhão de Portugal, estão previstos encontros com entidades oficiais, governamentais e empresariais presentes, entre as quais o Ministério da Defesa do Egipto, o Ministério da Produção Militar e a Organização Árabe para a Industrialização.

Aeronáutica, construção e reparação naval, energia, espaço, materiais tecnológicos, tecnologias de informação e comunicação, têxtil e veículos aéreos não tripulados são os setores de atividade representados pelas 14 entidades portuguesas que vão estar presentes no Egito.