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Emigrantes valem mais um milhão de votos em 2019

A alteração legislativa que introduziu o recenseamento automático dos portugueses a residir no estrangeiro aumentou em mais 1.138.608 o número de pessoas em condições de votarem.

Estes portugueses poderão exercer o seu direito de voto já nas eleições europeias de 26 de maio, mas também nas legislativas de 6 de outubro.

Este aumento deve-se à alteração legislativa que introduziu o recenseamento automático através do cartão do cidadão dos portugueses emigrados.

A mudança de lei provocou uma alteração substancial do número potencial de eleitores: há um aumento de 1.157.346 eleitores portugueses emigrados, mas como há menos 18.738 eleitores portugueses no continente e regiões autónomas, o saldo final é de mais 1.138.608 eleitores.

Este universo eleitoral em relação às europeias de 26 de Maio aumenta porque os eleitores estrangeiros com nacionalidade de países da União Europeia podem optar por eleger deputados portugueses e votar em Portugal. Com essa capacidade, estão recenseados 14.524 cidadãos estrangeiros, quando há um ano eram 14.194, ou seja, há mais 330 estrangeiros com possibilidade de votar em Portugal nas europeias (os cidadãos do resto do mundo apenas podem votar nas eleições autárquicas).

No círculo de fora da Europa o maior número de eleitores portugueses está concentrado no continente americano: 395.269 eleitores, sendo que 220.912 deles estão no Brasil. Em África há 67.006 portugueses recenseados e na Ásia e Oceânia são 120.562.

No círculo da Europa, o país com mais portugueses recenseados é França com 408.225, dos quais 251.059 vivem em Paris. Segue-se a Suíça com 147.208 eleitores recenseados e o Reino Unido com 117.878 eleitores, dos quais 87.823 em Londres e 30.055 em Manchester. Saliente-se que na Alemanha há 78.226 portugueses com capacidade eleitoral.

Habitualmente a taxa de abstenção junto dos emigrantes é elevadíssima, ultrapassando em muitos países os 90%.