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Emigrantes esperam há meses pelo reembolso dos voos cancelados

Lei impõe devolução do valor dos bilhetes em sete dias. Maioria das queixas visa a TAP, mas quase todas as companhias escondem informação aos clientes.

Milhares de passageiros, incluindo emigrantes portugueses, esperam há meses pelo reembolso do dinheiro pago por viagens de avião canceladas devido à pandemia. O prazo legal para a devolução desse montante é de sete dias e só a Deco (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor), que acusa as companhias aéreas de imporem aos clientes vouchers de substituição, recebeu quase 6.700 pedidos de ajuda.

A Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) confirma “um elevado número de reclamações” e nas redes sociais multiplicam-se os grupos de protesto contra as transportadoras, sobretudo a TAP, que justifica os atrasos com “um número extraordinariamente elevado de pedidos de reembolso”.

Vítor Soares, 38 anos, é um dos passageiros que (des)esperam pela devolução do valor dos bilhetes de avião que nunca chegaram a utilizar. Emigrante em Inglaterra, viajou, com a mulher e o filho, para Portugal em agosto e decidiu adiar de 21 para 22 desse mês o regresso a casa. Não conseguiu, cancelou os bilhetes e marcou novo voo.

Como tinha comprado bilhetes Top Executive da TAP, mais caros e que permitiam receber o dinheiro em caso de cancelamento, pediu o reembolso. Contudo, mais de dois meses depois, aguarda pela devolução do montante pago e, a 12 de outubro, recebeu uma mensagem da TAP somente a lamentar “a demora”.

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