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Emigrantes de férias em Portugal metem 15 litros e vão encher em Espanha

A escassez de combustível e algumas carências na distribuição aos postos de abastecimento, os veraneantes no Algarve não se mostram preocupados com a greve de motoristas de matérias perigosas, apesar de tomarem algumas precauções.

Dia 15 de agosto é, para muitos, dia de viagem – de ida ou de regresso de férias -, sendo visível o aumento da intensidade de tráfego, quer na EN 125, como na A22.

A afluência aos postos de combustível foi aumentando ao longo da manhã e, em Albufeira, havia gasolineiras com escassez de um dos produtos ou mesmo já sem gasóleo, como constatou a agência noticiosa Lusa.

Num posto pertencente à REPA (Rede de Emergência de Postos de Combustível) à saída da cidade, a fila deixava antever uns bons minutos de espera para abastecer.

António Costa reside em Matosinhos e está a terminar uma semana de férias. Aguarda com a família a sua vez atrás de cinco carros que vão, à vez, fazer o pré-pagamento para poderem abastecer os 15 litros permitidos.

“Já lá vão 15 minutos à espera e só à terceira tentativa consegui um posto onde pudesse abastecer”, desabafa.

O regresso a casa só acontece no domingo, mas, “pelo sim, pelo não”, vai colocando gasóleo quando pode, mas não revela muita preocupação.

“Está quase cheio, por isso dá para chegar a casa”, afirma, acrescentado que a greve não lhe atrapalhou os planos para as férias.

O mesmo cuidado teve Joaquim Reis, residente em França, mas de férias no Algarve. Tem o regresso à terra natal, Covilhã, marcado para domingo e afirma à Lusa que vai “reforçando o depósito” sempre que pode. Os 20 minutos que demorou até abastecer, permitiram-lhe encher “um pouco mais”, garantindo “que chega para a viagem”.

O regresso a França não o preocupa, já quem “em Espanha não há problemas com o combustível”.

Uns carros mais atrás, um grupo de quatro jovens prepara-se para fazer o primeiro abastecimento desde que chegou ao Algarve, quase há uma semana. A greve dos motoristas não lhes afetou as voltas que tinham para dar no Algarve, no entanto revelam que a viagem para o sul foi bem planeada.

“Abastecemos uma semana antes e deixámos o carro parado até vir para baixo”, revelam.

Quanto ao regresso a casa, a preocupação é mínima. “Se houver algum problema ficamos mais uma semana cá por baixo”.