Embaixador no Luxemburgo deixa conselhos para a viagem a Portugal

“Estando a chegar para muitos o período de férias, que grande parte deles passarão em Portugal com as suas famílias, cujo contacto a pandemia prejudicou enormemente, sobretudo com os mais idosos, gostaria de lhes comunicar que, apesar das situações epidemiológicas não serem as ideais devido ao crescimento da variante Delta, a Presidência Portuguesa da União Europeia, com o intuito de reforçar a liberdade de circulação no espaço Schengen, conseguiu fazer aprovar um documento – o Certificado Digital Covid UE – que todos os que reúnam as condições para a sua obtenção e pretendam viajar devem possuir, facilitando-lhes o acesso a Portugal, ao Luxemburgo e a outros países daquela área geográfica”, recorda António Gamito, embaixador de Portugal no Luxemburgo em artigo de opinião publicado no BOM DIA.
O diplomata recorda que assim que “quem tiver recebido duas doses de uma das vacinas reconhecidas pela EMA (Agência Europeia do Medicamento), que são a Pfizer, a Moderna e a AstraZeneca e uma dose da Janssen, “pode pedir às autoridades luxemburguesas através do MyGuichet.lu. ou às autoridades portuguesas por via do SNS24, em papel ou por via digital, o referido certificado que contém um código QR, que garante a autenticidade do documento e é lido digitalmente nos aeroportos e nas fronteiras terrestres (no Luxemburgo pelo CovidCheck.lu e em Portugal pelo PasseCovid; em outros países por outros sistemas idênticos)”.
Este certificado também inclui e autoriza a deslocação de outras pessoas noutras situações: os recuperados da infeção Covid-19 após 11 dias e até 180 dias da realização de teste laboratorial que confirmou o diagnóstico e os testes PCR com validade de 72 horas. António Gamito recorda que os testes PCR, de validade de 72 horas e os testes antigénio, de validade de 48 horas podem ser feitos em estabelecimentos certificados (laboratórios e farmácias), devendo o relatório ter um código QR para efeitos de leitura digital.
No que respeita às crianças, é importante salientar que todos os menores com idade inferior a doze anos que viajem para Portugal estão isentas de testes.
O embaixador de Portugal no Luxemburgo admite que neste período os portugueses possam preferir usar a sua viatura na deslocação a Portugal, mas considera que “a condução pode revelar-se tendencialmente mais perigosa do que o recurso à via aérea, a que acresce a possibilidade de os países de trânsito poderem adoptar a qualquer momento e sem pré-aviso medidas restritivas à circulação”.
Por fim, António Gamito lembra que os portugueses vão encontrar o seu país em estado de calamidade, cuja severidade varia de concelho para concelho, pelo que se recomenda o cumprimento das regras em vigor no concelho de destino. E recorda, naturalmente, que se deve respeitar o uso de máscara, o distanciamento social e a higienização frequente das mãos. “Se todos cumprirem estas regras estarão a proteger-se a si próprios e aos outros, tendo férias mais seguras e responsáveis”, conclui o diplomata no artigo que publicou no BOM DIA.