Eleições sociais no Luxemburgo: meio milhão de pessoas para fazer a diferença

No momento em que está a ler estas linhas já recebeu certamente em sua casa o boletim de voto para as eleições sociais, ou seja, o ato eleitoral vai escolher os representantes do trabalhadores por conta de outrem e reformados que trabalhem ou tenham trabalhado no Luxemburgo, ou seja, cerca de meio milhão de trabalhadores.
Esses representantes, apresentados em listas sindicais, vão integrar a Câmara dos Assalariados do Luxemburgo (em francês Chambre des salariés de Luxembourg, CSL na forma abreviada).
Têm direto de voto todos os assalariados ou reformados no Luxemburgo, excetuando os funcionários e empregados públicos, os agentes da CFL (os caminhos-de-ferro luxemburgueses), independentemente da nacionalidade e do local de residência.
Os filiados elegem 60 membros que se tornam assim membros da Assembleia Plenária durante cinco anos na Câmara.
Na CSL os representantes estarão assim distribuídos por setor: siderurgia 5 lugares, outras indústrias 8, construção 6, setor financeiro 8, serviços 14, setor público 4, saúde e ação social 6, CFL 3 e reformados 6.
A Câmara dos Assalariados tem uma função essencial no funcionamento da democracia no Luxemburgo e desempenha duas missões principais: consultiva, ao participar na elaboração de pareceres sobre os projetos de lei e representativa através da presença nos orgãos consultivos do Estado e da nomeação dos representantes dos assalariados/reformados nas instituições de Segurança Social.
Além disso, a CSL assegura formação inicial e ensino profissional e faz um trabalho constante de informação dos seus membros através de publicações destinadas sobretudo ao mundo do trabalho.
O BOM DIA associa-se à CSL para promover a participação do maior número de eleitores no ato deste ano. Mais informações no site oficial da Câmara em língua portuguesa.
