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E se fosse imune a este vírus sem nunca ter sido infetado?

Há pessoas que têm proteção contra o SARS-CoV-2 sem nunca terem sido expostas ao vírus. A memória do organismo guardada do contacto com outros coronavírus, sazonais, parece garantir imunidade cruzada a uma grande percentagem da população.

“Estudos muito recentes mostram elevados níveis de imunidade celular inclusive entre indivíduos que nunca contactaram com o SARS-CoV-2. Nos EUA utilizaram amostras congeladas de 2015 e 2018 e 40% a 60% foram reativas quando expostas ao vírus.

Noutro estudo o valor foi de 50%”, sublinha o investigador Henrique Veiga Fernandes, imunologista e codiretor do Centro Champalimaud. “O contacto com coronavírus comuns parece contribuir para a imunidade contra o novo coronavírus”, conclui.

Começa agora a ficar claro que, no caso da covid, o organismo humano não está a eleger a estratégia de defesa mais comum contra as infeções. Ao invés de produzir anticorpos para travar ataques posteriores, pode estar sobretudo a ativar a resposta celular, isto é, a dar prioridade à atuação dos linfócitos T.

E daí haver imunidade cruzada a partir da memória guardada nas células de infeções provocadas por outros vírus da mesma família.