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Direção do Património Cultural propõe novos monumentos nacionais

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) propôs ao Governo classificar como monumento nacional o conjunto composto pelo Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra, refere esta segunda-feira o Diário da República.

A secção de Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura deu parecer favorável, a DGPC concordou e propôs ao Governo essa classificação.

No final de 2017, foi entregue o dossiê de candidatura daquele conjunto a património mundial à UNESCO pela Câmara de Mafra, que liderou o processo.

A candidatura centra-se sobretudo na monumentalidade e unicidade do monumento.

Além de ser o mais emblemático do barroco português, possui uma das bibliotecas mais ricas, a nível mundial, e ainda seis órgãos históricos e um conjunto sineiro, composto por dois carrilhões e 119 sinos, conjuntos únicos no mundo.

Em 2017, ano do tricentenário do lançamento da primeira pedra do palácio, o monumento recebeu 377 mil visitantes, número que decresceu para 340 mil em 2018.

Desde 2004 que Mafra consta da lista dos bens patrimoniais portugueses a serem alvo de processo de classificação, proposta pela comissão nacional da UNESCO.

Em 2016, voltou a constar da listagem, depois de uma recomendação da UNESCO, em 2013, para que fossem atualizadas as listas dos Estados-membros, a cada dez anos, pré-requisito para a inscrição de bens na lista do património mundial.

O dossiê foi coordenado pelo município e pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), com a colaboração do Palácio Nacional de Mafra, Escola das Armas, Tapada Nacional e da paróquia de Mafra, assim como de diversos especialistas.

Datado do século XVIII, o Palácio Nacional de Mafra, mandado construir por D. João V, com a riqueza resultante do ouro vindo do Brasil, é um dos mais importantes monumentos representativos do barroco em Portugal.

O património mais importante é constituído por dois carrilhões e 119 sinos, e pelos seis órgãos históricos existentes na basílica, além de esculturas e pinturas de mestres italianos e portugueses daquele período.

O palácio é ainda detentor de uma das mais ricas bibliotecas europeias, com um acervo documental de várias áreas de estudo do século XVIII.

Criada em 1747, a Tapada possui mais de 500 animais de 60 espécies diferentes, entre gamos, veados, javalis, aves como a águia de Bonelli ou o bufo real, répteis como salamandras, tritões e cobras, e uma floresta de 800 hectares.

Algumas das árvores são consideradas de interesse público, como o castanheiro-da-índia, a olaia e o sobreiro.