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Descuido ou irresponsabilidade?

Quando a escritora Isaura Correia Santos, sofreu o acidente de viação, na estrada Porto-Póvoa, ficou internada numa casa de saúde, do centro da cidade.

Fui visitá-la. Sabia o número do quarto, mas não o modo de chegar lá.

Perguntei ao porteiro. Disse-me para subir e perguntar depois a uma enfermeira. Assim fiz.

Durante semanas realizei essa visita, diariamente. No quarto apenas estava a doente e a Filó.

Estranhei não ter que me identificar, à entrada, e a liberdade de poder circular livremente pelos corredores do hospital.

Contando o sucedido, vim a saber, que é prática comum não pedir a identificação de quem vai visitar os doentes, em hospitais privados. Parece-me atitude leviana.

Recentemente, minha querida amiga, Cândida, foi obrigada a internar-se num hospital

Ao entrar, perguntei à porteira onde ficava o quarto número X. Solicita, disse-me: “Suba este corredor; vire à direita; depois à esquerda; e procure o número“.

Assim fiz; mas perdi-me. Pedi auxilio a empregada, que me disse: “Vá andando que está no caminho certo…”.

Fui andando… e finalmente cheguei ao local que queria.

E se eu, em lugar de ser amigo íntimo fosse malfeitor?!

Ou, na melhor das hipóteses, fosse visitante indesejável?

Muitas desgraças, muitos crimes, acontecem por falta de segurança; por descuido ou irresponsabilidade de quem manda.

Neste caso, a simples identificação pelo BI, e um telefonema interno, para o quarto, seria bastante para garantir a segurança da doente.

Por que não se faz?! Não sei responder. Saberá o leitor?

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