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Descubra as Galerias São Rafael

Com a pandemia, novas formas e tendências de consumir arte irromperam. As Galerias São Rafael são a primeira galeria portuguesa virtual de luxo que une a experiência estética, performativa, degustativa e filantrópica a um conceito digital intermedia e inter-artes.

As galerias expõem e comercializam uma seleção de artistas estabelecidos e emergentes. Os envios são totalmente gratuitos para Portugal continental e Espanha e 10% do valor de cada obra reverte para o projeto Anjos da Arte, uma iniciativa que procura unir a apreciação estética da arte contemporânea à satisfação financeira de um investimento solidário e cruzar o circuito da arte de Elite e de luxo com o circuito humanitarista num momento em que mais do nunca é necessário apoiar a cultura e as comunidades.

Sílvia Raposo e Mónica Kahlo são as empresárias responsáveis e pioneiras neste novo formato, onde ao adquirir uma obra de arte de forma prática e segura está a contribuir para um projeto filantrópico e ainda dispõem de um serviço de catering para vernissages.

A plataforma online que já reúne mais de 6 mil visitantes e foi lançada no passado dia 15 de Fevereiro, abre com 300 obras de artistas premiados nacional e internacionalmente. Os preços das obras de lançamento variam entre os 180.00 euros e os 24.000 mil euros.

As empresárias, ambas doutorandas em Artes e com um percurso internacional nas Artes Performativas, afirmam que quiseram “criar uma plataforma que fosse uma oportunidade para os artistas contemporâneos num momento em que o sector artístico se encontra absolutamente estagnado. Há poucas oportunidades no mercado físico e online para novos criadores nas artes plásticas e as plataformas online que existem focam-se em artistas como Picasso, José de Guimarães, Cargaleiro, Amadeo de Souza-Cardoso, Cruzeiro Seixas ou Vieira da Silva. A arte sempre foi entendida como um investimento financeiro, nós queremos mostrar, nesta fase difícil que o mundo atravessa, que a Arte deve ser acima de tudo um investimento humano. Focamos-nos em artistas vivos e em emprestar as nossas asas a quem mais precisa”.

O catálogo das Galerias São Rafael dá especial destaque à Pintura, com ênfase no trabalho do artista flaviense Jaime R Ferreira que, de influência neo-surrealista, combina o representativo, o abstrato, o irreal e o inconsciente e procura criar ambientes teatrais e mágicos que narram histórias com emoções. Entre as suas obras comercializadas destacam-se “Polar”, “Conta-me uma história” ou “O inquietante sentido das coisas” . Evidenciam-se também as obras do artista guineense Luís Liberato, premiado com Prémio Internacional de Pintura Creative 2014, que cruzou o seu interesse pela pintura com 30 anos de carreira na área da publicidade, trazendo-nos acrílicos sobre tela como “#189”, “Portugal à Beira-Mar Plantado” ou “A-234”, marcados por uma subtração na narrativa que procura colocar a arte como contra campo de uma sociedade higiénica que se retrata na superfície do design.

Ainda na Pintura, o catálogo online evidencia as obras “O meu filho caçula”, “Os gémeos” e “Cidade Ribeirinha” do artista também premiado (1º prémio de pintura na VI Bienal da máscara) João Freire, bem como “Outro Olhar”, “Rascunho do Sentir” e “Moinhos de Vento” de Leonor Trindade Sousa, artista premiada com os Prémios Palma de Ouro em Cannes, Prémio Internacional Grande Mestre de Arte Caravaggio em Milão, Prémio Internacional Michelangelo, em Roma, Premio della Crítica Louvre Art Museum 2021, entre outros. Entre os pintores em catálogo encontra-se também Gulnar Sacoor, cujo trabalho foi interpretado como uma fusão entre Modrian e Rothko, destacando-se a míriade de cores e o imaginário realista de formas minimalistas e paisagens infinitas, entre o mistério e a espiritualidade.

Na área da Escultura salientam o artista andaluz José A. Faraco Macias e o escultor e performer António Azenha. José A. Faraco Macias traz-nos uma arte para os que se despem de preconceitos… que nos faz reviver o rigor do pormenor anatómico e da expressividade corporal através da escultura e de um olhar sobre a diversidade de género e sobre as principais transformações sociais que ocorrem na imagem social do corpo nú. Já António Azenha recupera a temática do imaginário infantil e da iconografia geracional coletiva através do brinquedo e da técnica mista e traz-nos esculturas produzidas a partir de brinquedos, com uma linguagem visualmente lúdica que procura engolir a sociedade de consumo e, em simultâneo, fazer sonhar.

Na área da Fotografia destaca-se a arte figurativa de Carlos Teixeira. O artista reconstrói sublimemente os códigos naturalistas da pintura através da fotografia, o que levou a ser galardoado com o 1º Prémio de Fotografia no concurso Uma Alma Mariana, ou… as vibrações de um povo. Esta aguçada sensibilidade destaca-se também na pintura, com destaque para as séries “Ruralidades” e “Expressões Coloridas” que, de uma forma viva, crua e impactante retratam os rostos da marginalidade e ruralidade e nos confronta com uma percepção do que o Realismo pode significar no séc. XXI. O artista levou a sua obra Expressão Colorida 5 ao Carrousel du Louvre em Paris. Distingue-se também a fotógrafa Amélia Monteiro que dilacera a paisagem e os objectos diante de um comentário sensível entre o romantismo e a teatralidade, portadora de um individualismo melancólico que revela uma estreita preocupação com a contemplação.

O catálogo dá destaque ainda ao trabalho de uma jovem artista coimbrense, Sara Seabra, cujas obras se evidenciaram no Concurso Aveiro Jovem Criador (2019) e fazem uma chamada ao Neo-Expressionismo numa fusão entre a pintura, o bordado, o desenho e a palavra, bem como um retorno às emoções expressas com vibração e brutalidade numa tendência primitivista com propensão para a simplificação formal entre a abstração e a figuração. Entre as suas obras destaca-se a peça de bordado sobre fotografia “Passagem” e o acrílico sobre tela “Puzzle”.

O programa Anjos da Arte tem enfoque no apoio a crianças e jovens de comunidades em risco e encontra, no difícil momento que Portugal atravessa, candidaturas abertas a qualquer instituição ou associação social e humanitária que se queira aliar. As valências do apoio dividem-se entre a oferta cultural (realização de exposições, performances, teatro), educativa (realização de formações, workshops, ateliês) e apoio em géneros (livros, cadernos, lápis, pincéis, telas, brinquedos, entre outros.).