
deito-me na cama
mas é em ti que durmo
adormecido
pouso a carne
pego na tua mão
e atravesso o sono contigo
na noite dos teus olhos fechados
faluas sereníssimas
enquanto o firmamento se vai diluindo
nas incandescentes águas da tua respiração
em ti encho a ânfora do amor
em ti verto tudo que trago comigo
acordar e ver-te
pele e cabelos molhados de luz
fogueira mais sacra que o sol
deitada onde tanto te sonhei
é o sumo sonho
outro assim
tão corpóreo e duradouro
não me sabem os dias dar
dm
