
Sementes lançadas na mente do poeta
Germinam de novas ideias de se ler e reler
Livros. Observar a natureza, e sonhar alerta,
Desperta no verso alimento de consolação.
São pequenas rimas, que arrimam a criatura
Quando está triste e quase desfeita
Por não ver a seara da poesia já madura.
Por isso o poeta lavrador de ideias novas
Reconhece que ler é preciso, e nos livra
Da ignorância, ervas daninhas que as trovas
Travam no verso, adverso, adereço que priva
Os que não amam a pura literatura!
Que alfabetiza a brisa da releitura
Porque ler é o acto que de facto alfabetiza
O povo, os nobres e também o clero.
Por essa razão quando o corpo aberto da poesia
Tiver absorvido a chuvada de pensamentos a fio
Haverá superabundância com calor ou frio.
E a safra livra-nos da ignorância que nos dá muita alegria,
Porque, das mãos do poeta nasce a poesia.
