Cristiano Ronaldo voltou a ter razões para sorrir nos tribunais, depois do Tribunal do Trabalho de Turim ter rejeitado, esta segunda-feira, o recurso da Juventus, mantendo a condenação do clube no litígio que se arrasta desde 2021, noticia a Gazzetta dello Sport.
Em causa estão salários em atraso relativos ao período mais crítico da pandemia da Covid-19. Em 2024, a Juventus já tinha sido condenada a pagar cerca de 10 milhões de euros ao avançado português, decisão que agora volta a ser confirmada.
O juiz Gian Luca Robaldo decidiu ainda que o clube deve suportar as custas do processo, encerrando assim a última tentativa da Juventus de reaver os cerca de 10 milhões de euros já pagos a Cristiano Ronaldo.
O caso remonta a 2020, ano em que o futebol mundial enfrentou uma crise financeira devido à pandemia. Nessa altura, a direção da Juventus procurou aliviar a folha salarial e chegou a um acordo com os jogadores. De acordo com a SIC Notícias, no caso de Ronaldo, estava inicialmente previsto o pagamento de cerca de 20 milhões de euros, valor que acabaria por ser reduzido para metade em sede judicial.
O ponto-chave do processo foi a descoberta de um documento que ficou conhecido como a “carta secreta” de Ronaldo: o Ministério Público italiano deliberou que esse documento não representava uma renúncia aos salários (entre março e junho de 2020), mas sim apenas um adiamento do seu pagamento. Esse entendimento acabou por favorecer o jogador.
Em 2023, Cristiano Ronaldo intentou uma ação judicial contra a Juventus. Apesar de reclamar 19,5 milhões de euros, o tribunal acabou por fixar a indemnização em cerca de metade desse valor, entendendo que o clube não agiu com intenção deliberada de enganar o jogador.
Recorde-se que Ronaldo representou a Juventus durante três temporadas, entre 2018 e 2021, tendo saído no início da quarta para regressar ao Manchester United.