
As conversações sobre o FTA (o contrato de comércio livre) entre os USA e a UE, que se prevê em breve assinado no acordo TTIP, são conduzidas sob a exclusão do público e da opinião pública. (Panorâmica de Mundo e Perigos em http://antonio-justo.eu/?p=2957 e http://antonio-justo.eu/?p=2962 ).
Enquanto o povo se perde distraído, na praça da nação, com as imagens da TV e uma conversa fiada apelativa ao sentimento do dia-a-dia, os grandes capitalistas e as grandes instituições USA e União Europeia, fazem pressão sobre os governos europeus para que TTIP passe desapercebido até mesmo aos parlamentos.
Nunca pensei que o Governo alemão chegaria a ponto de não colocar os textos das conversações sobre TTIP ao acesso da opinião pública nem que teria o descaramento de os manter amarrados para consulta nos armários do parlamento, apenas para a consulta de deputados! De facto os deputados não podem copiar os textos nem trazê-los para fora, só podem lê-los in loco. E depois vem-se cá para fora falar de democracia! Também deputados alemães se encontram numa democracia amarrada à trela da economia e dos interesses das grandes potências.
Os mordomos da nossa democracia são tão bem educados, tão atenciosos para com a nação, que passam nela em bicos de pé para que o povo não acorde. Deixam os sentimentos para o povo e reservam para eles os rendimentos. E depois ainda têm o desplante de quererem um povo que não pense com a barriga e uma inteligência só alimentada por sentimentos!
Quando os deputados alemães se deixam amarrar à trela dos EUA e da EU então os deputados de outros países são levados ao colo! Apesar de tudo, na Alemanha ainda há, pelo menos, uma consciência de responsabilidade do governo para com os parlamentares enquanto noutros países tais assuntos são mantidos nos segredos dos deuses sob a sigla governamental.
Muitos chefes de governo da EU fazem barreira encobrindo os interesses duma Comissão Europeia que depois se escusa quando os Estados tiverem de assumir os custos.
O mesmo, fizeram os Governos da EU quando negociaram, com exclusão do povo, entre outras coisas a impossibilidade de os países membros poderem defender as suas indústrias e economias perante o ditada da EU e a concorrência estrangeira. E agora temos uma EU sempre na oficina de reparações! (1)
(1) A propósito de colonialismo: ao escrever este texto a abreviatura da União Europeia com UE e não com EU, logo o computador corrigiu para EU. Como vemos ao lado da democratura temos a ditadura da tecnologia que nos amaçará a espinha!
