Consulado de Portugal em Sevilha acolhe a exposição “Sem Raia”
A exposição “Sem Raia” está patente ao público até ao dia 2 de novembro, na sede do consulado de Portugal em Sevilha. A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 8h00 e as 14h00 (hora local).
O título da exposição funciona como uma metáfora da proximidade e veracidade que unem os países da Península Ibérica, propondo um diálogo cultural e estético entre cinco artistas portugueses e espanhóis.
Apresentada num edifício emblemático de grande valor arquitetónico (o atual consulado de Portugal em Sevilha), a mostra foi concebida como um encontro simbólico de arte contemporânea que ultrapassa fronteiras e promove a interação entre ambos os lados da raia.
O espaço que acolhe esta exposição tem uma história que reforça o simbolismo do evento: o edifício foi originalmente projetado pelos arquitetos Carlos e Guilherme Rebelo de Andrade para servir como Pavilhão Português na Exposição Ibero-Americana de 1929 e, atualmente, é a sede dos serviços consulares de Portugal em Sevilha.

As obras apresentadas abrangem várias disciplinas artísticas, desde a pintura, à escultura, à instalação e até à performance. Os artistas em diálogo conceptualizam a diversidade cultural que direta e indiretamente, transforma o significado de Raia (em português, fronteira) na sua fonética traduzida para o espanhol, Línea. Esta proximidade linguística, além da geográfica, mas de identidade própria é talvez um dos elementos mais fortes que tem gerado uma das mais significativas migrações entre os dois países, mas também, a empatia pela diferença patente nesta mostra expositiva, na forma de memória e do sentido de pertença dum território ibérico comum.
Entre os artistas selecionados, encontram-se os portugueses Francisco Correia e Tomaz Hipólito, e os andaluzes Arturo Comas, Juan Miguel Quiñones e Norberto Gil.