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Conselheiro português na Alemanha aprova sucessora de Merkel

O conselheiro das comunidades portuguesas na Alemanha, Alfredo Stoffel, acredita que a votação de Annegret Kramp-Karrenbauer para presidente da União democrata Cristã (CDU) foi a “melhor escolha” para os portugueses que vivem no país.

“Não nos podemos esquecer que Friedrich Merz (o adversário de Kramp-Karrenbauer na luta pela liderança da CDU) é um representante do neoliberalismo puro. Penso que temos de fazer uma política social e não neoliberal, porque temos visto o que se está a passar na Europa, cada vez com mais pobreza e assimetrias”, defende Alfredo Stoffel.

O conselheiro das comunidades portuguesas, eleito pelo círculo do norte da Alemanha, não esconde a preferência por AKK na corrida à liderança do maior partido de direita. “A escolha foi a melhor para a comunidade portuguesa (…) Estou satisfeito que tenha sido ela a ganhar”.

Kramp-Karrenbauer, apelidada de “mini-Merkel”, nome que a própria já fez questão de afastar, venceu as eleições internas da CDU, na passada sexta-feira, com pouco mais de metade dos votos, e a necessidade de uma segunda volta.

AKK, que presidia o governo do estado federado do Sarre desde 2011, foi escolhida por Angela Merkel para secretária-geral do partido, em fevereiro deste ano.

Alfredo Stoffel acredita que a nova presidente da CDU “não vai fazer o mesmo trabalho que a chanceler, posicionando-se um pouco mais à direita, na tentativa de unificar o partido.”

“Não vai ser uma relação de corte com as políticas de Merkel, pelo menos espero que isso não aconteça. Vai ser um trabalho construtivo entre a chanceler e a nova líder. Provavelmente, se tivesse sido Merz a ganhar estas eleições, acredito que houvesse uma rutura, que a CDU fizesse uma viragem à direita, para ir buscar todo o eleitorado que não está satisfeito com Merkel. Isso seria muito mais problemático para a sociedade alemã”, acredita o conselheiro das comunidades portuguesas.

Na opinião do conselheiro das comunidades portuguesas no norte da Alemanha, a “grande coligação” que governa, constituída pela União Democrata Cristã (CDU), a União Social Cristã (CSU) e o Partido Social Democrata (SPD), vai manter-se no poder até ao final da legislatura.

“Não acho que o SPD vá criar uma situação de rutura porque eles seriam os primeiros perdedores. Acredito que haja estabilidade com AKK e Merkel”, realça.

Alfredo Stoffel vê na sucessora de Angela Merkel, que liderou a CDU durante 18 anos, a única candidata ao cargo de chanceler: “Neste momento, na Alemanha, nenhum partido, tirando os Verdes, tem pessoas carismáticas e que consigam chamar a si o eleitor.”