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Cinema luso procura prestígio no Japão

Duas longas-metragens portuguesas, de David Bonneville e Mário Barroso, serão exibidas no Festival Internacional de Cinema de Tóquio, que começa a 31 de outubro e cuja programação foi esta terça-feira anunciada.

Apesar de condicionado pela pandemia da covid-19, o festival cumprirá a 33.ª edição com sessões de cinema em sala, em Tóquio, e da seleção de filmes do programa “Tokyo Premiere” fazem parte “O último banho”, de David Bonneville, e “Ordem Moral”, de Mário Barroso.

“O último banho” é a primeira longa-metragem de David Bonneville e fará a estreia mundial em Tóquio.

O filme tem como ponto de partida a notícia verídica do nascimento “quase milagroso de um bebé de sexo masculino, numa zona pouco povoada e envelhecida no interior de Portugal”.

“Deste modo, aliei o meu ponto de partida factual – juventude, esta atracção pelo que é singular e excecional, num lugar despovoado – a religião, ainda muito enraizada e premente nas populações das aldeias do interior”, afirma o realizador na nota de intenções.

O elenco é encabeçado por Anabela Moreira e Martim Canavarro, entrando ainda a irmã gémea da atriz, Margarida Moreira, e os atores Ângelo Torres e Miguel Guilherme.

“Ordem Moral”, que se estreia esta semana nos cinemas em França, é uma adaptação da história verídica da abastada herdeira do Diário de Notícias, que, em 1918, abandonou a família para viver com o motorista. Descoberta, foi internada compulsivamente pelo marido e dada como louca, condição que sempre negou.

Maria de Medeiros interpreta o papel de Maria Adelaide Coelho da Cunha, herdeira e antiga proprietária, há cem anos, do Diário de Notícias.

“O que me fascinava era aquela mulher cheia de garra, que lutou e ganhou, que teve a coragem de abandonar uma família, o conforto material, e de partir. De facto, ela era uma mulher livre, uma mulher que se bateu pelo seu desejo de viver a sua liberdade”, afirma Mário Barroso, na página oficial do filme.

Além de Maria de Medeiros, no filme entram ainda Marcello Urgeghe, João Pedro Mamede, João Arrais, Júlia Palha, Albano Jerónimo, entre outros.

Mário Barroso, ator e realizador, tem uma longa carreira como diretor de fotografia, tendo trabalhado com nomes como Manoel de Oliveira, José Fonseca e Costa e João César Monteiro.

É autor de, entre outros, “Um amor de perdição” (2008), “O milagre segundo Salomé” (2004) e do telefilme “Amigos como dantes” (2005).

Este ano, em contexto de pandemia que afetou a produção cinematográfica, o festival de cinema de Tóquio prescindiu das secções competitivas, dos convidados internacionais e terá apenas um prémio, do público.

#portugalpositivo