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Chefs e alunos colaboram em festival gastronómico açoreano

O festival gastronómico 10 Fest Açores, que decorre até sábado em São Miguel, coloca ‘chefs’ de renome a trabalhar com alunos do ramo e consiste num “momento único de formação” para os estudantes açorianos, diz a organização.

“Este evento vive essencialmente para os alunos, vive como momento único de formação. São dez dias de festival, mas dez dias de formação intensiva quer para formandos, quer para formadores”, declarou à agência Lusa a diretora da Escola de Formação Turística e Hoteleira (EFHT) dos Açores, Graça Teixeira.

O 10 Fest, que vai na sua oitava edição, é uma forma de levar aos Açores a “qualidade” de ‘chefs’ de Portugal continental e também do estrangeiro, e a “única condição” que é pedida aos profissionais da cozinha é o uso de “matéria-prima açoriana”, diz Graça Teixeira.

Para o ‘chef’ Gonçalo Costa, responsável executivo dos restaurantes Tágide, Wine Bar e Saraiva’s, em Lisboa, o 10 Fest “tem uma estrutura muito sólida, com uma logística muito bem preparada”, e “está num patamar de um evento não de alunos, mas de um evento profissional”.

“Venho aqui para partilhar com os alunos as minhas técnicas, o que gosto de fazer, mas é a eles que entrego a missão de fazer o que é comido no jantar. Eles não estão lá a ajudar somente, fazem mesmo, e querem fazer”, declarou o ‘chef’.

Também António Galapito, responsável pela cozinha do restaurante O Prado, em Lisboa, valoriza “o interessante deste evento que é acontecer nos Açores”, sendo valorizados “os queijos, os peixes, a pimenta da terra” e outros ingredientes típicos do arquipélago.

O evento inclui ainda a apresentação dos ‘cocktails’ elaborados e pensados pelos ‘chefs’ com os alunos do curso de mesa/bar da Escola de Formação Turística e Hoteleira, situada em Ponta Delgada.

Para a secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo do Governo dos Açores, Marta Guerreiro, o festival levou nos últimos anos o nome da região “mais longe”, reinterpretando “produtos locais e conferindo-lhes um novo valor de mercado”, e “permitiu o contacto entre os mais conceituados ‘chefs’ por todo o mundo com formandos que retiram desta experiência mais-valias para um futuro profissional relacionado com a cozinha”.