
Nesta Central da Poesia
Noite e dia a namorar
Falo com ela no dia-a-dia
Não paro de a beijar.
Aqui tenho lutado com a pena na mão
Gosto da Sá Carneiro
Meu terraço e meu chão
Amo esta Cidade, mas a poesia vem primeiro.
Dois rios se juntaram no lenteiro do rio
Nesta ponta do fim do mundo
Entre plátanos o poeta sente o brio
E dá um suspiro poético profundo.
Se este Vouga e Sul fosse meu
Como Lisboa é o rio Tejo
Mandava revestir o Vouga com azulejo
E declamava poesia com os olhos no céu.
Amemos a poesia que faz tudo transformar
Desbloqueia-se o verso no papel e no reverso
Iluminemos a poesia que faz a vida melhorar
Escreva poemas de amor. Odeie tudo que é perverso.
JOSÉ VALGODE
(Uma poesia pura, virtual e viva: lirismo de sucesso)
