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Campanha: “Selfies podem custar-lhe a vida”

A Rússia iniciou uma campanha para acabar com selfies perigosas. “Podem custar-lhe a vida”, dizem alguns cartazes espalhados pelas ruas.
Ao que parece o governo russo começou a ficar preocupado com o volumoso número de feridos que tem surgido nos últimos meses com as seflies no país, e começou uma campanha de senilização. “Uma vida vale mais do que qualquer like nas redes sociais”.
É certo que quem costuma estar atento às notícias, já há algum tempo se tenha apercebido que há imensa gente que já tenha perdido o juízo. Tudo se tornou motivo para tirar um auto-retrato, as pessoas tornaram-se de tal forma viciantes nestas práticas que até já se tornaram ridículas e altamente dependentes da opinião dos outros. Há ainda quem arrisque a própria vida para tirar a “melhor” e mais “popular” das redes sociais. Felizmente, há várias organizações que já começaram a impor limites (ainda bem) tal como a Disneyland e a Galeria Nacional de Londres que já proibiram os já populares paus de selfies. Não digo que o acessório não seja prático para tirar uma foto enquanto se passa umas férias ou se visite um espaço diferente. Mas tornar-se completamente dependente do dito cujo, ainda vai a uma grande distancia.
Em Portugal pelos vistos também já há algumas organizações que resolveram por fim ao respectivo acessório. NOS Alive, Super Bock Super Rock (SBSR) e Meo Sudoeste, foram algumas que já se prenunciaram sobre o tal, e disseram: “Aqui não”. Embora, ache uma medida um pouco drástica, acho que está na altura de alguém colocar um ponto final e alertar que já se começa a tornar ridículo. Tudo isto era escusado, se as pessoas pensassem que de facto já estavam a exagerar.
As selfies em si não me incomodam. Acho perfeitamente natural as pessoas tirarem fotografias em grupo em momentos especiais. Mas quando se torna um hábito a cada hora, acho que começa a atingir níveis um pouco exagerados. Assim como, sou também de acordo que nem todas as fotos devem ser partilhadas. As pessoas que tanto pediram “privacidade” hoje em dia, grande parte delas, não dão qualquer relevância à privacidade delas.
E perguntam-me vocês: Será que isto terá um custo no futuro? Eu respondo: Claro que sim. Basta olhar para os vários casos de pessoas que já foram prejudicadas nos Estados Unidos (e não só) por causa de um texto ou de uma foto. Isso pode custar um emprego.
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