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Barco naufraga no Atlântico com portugueses a bordo

Três pescadores portugueses sobreviveram ao naufrágio do navio ‘Geo Searcher’ ocorrido quinta-feira no arquipélago de Tristão da Cunha, a cerca de 2.500 quilómetros do Cabo da Boa Esperança.

“Este navio saiu daqui do Cabo em agosto. O chefe de máquinas, o segundo de máquinas e o eletricista são portugueses oriundos da Gafanha da Nazaré, arredores de Aveiro”, adiantou à Lusa o técnico naval Rui Santos.

O navio, registado em Belize, com 69 metros de comprimento, encontrava-se na pesca da lagosta com 62 tripulantes a bordo, salientou.

O técnico naval português explicou à Lusa que o navio, com quotas de pesca entre várias ilhas, era uma embarcação norueguesa de pesquisa marítima que foi adaptada em 2018, na Polónia, para a pesca da lagosta.

De acordo com a Autoridade Marítima da África do Sul (SAMSA), o naufrágio do navio ‘Geo Searcher’, ocorreu na tarde de quinta-feira ao largo da ilha de Gough, uma ilha vulcânica do arquipélago de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul.

“Os marinheiros afetados são 47 sul-africanos, três portugueses, um britânico, dois ganenses, um indonésio, quatro namibianos e dois cidadãos de Tristão da Cunha”, refere a SAMSA, em comunicado divulgado na internet.

O comunicado indica que “todos os 62 tripulantes foram resgatados em segurança do navio”, salientando que “estão agora na Ilha de Gough, com um membro da tripulação tendo sofrido ferimentos leves”.

De acordo com a autoridade marítima sul-africana, o navio registado em Belize e “agora afundado” colidiu com um rochedo subaquático “e começou a meter água.”

As autoridades sul-africanas enviaram nesta sexta-feira o navio de investigação científica SA Agulhas II para recolher os tripulantes, que deverá chegar à Ilha de Gough na segunda-feira dependendo das condições atmosféricas, salientou a autoridade marítima.