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Bandeira portuguesa em manifestação neonazi em Berlim

O Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, condenou, este domingo, o “ataque insuportável ao coração da democracia” da Alemanha perpetrado por duas centenas de manifestantes, que sábado à noite tentaram entrar no edifício do Reichstag, sede da câmara baixa do parlamento. Entre os distintos símbolos envergados pelos manifestantes aparece também uma bandeira portuguesa. 

No sábado, horas após a dispersão de uma manifestação em Berlim contra as restrições impostas contra a propagação do novo coronavírus, que juntou cerca de 20 mil pessoas, cerca de 200 militantes de extrema-direita que tinham participado no protesto tentaram forçar a entrada no Reichstag. “Bandeiras nazis e obscenidades de extrema-direita frente ao Bundestag alemão são um ataque insuportável ao coração da nossa democracia”, escreveu o chefe de Estado.

Alguns portugueses da comunidade na Alemanha já se manifestaram, nomeadamente o conselheiro Alfredo Stoffel que escreveu no Facebook: “Por causa de uns acéfalos temos a nossa bandeira /comunidade ligada a esta vergonha! O que é que vai na cabeça deste pessoal; se é que há lugar para alguma coisa?”.

Mário dos Santos, fundador do jornal Portugal Post e da editora Oxalá, publicou a fotografia acima com o comentário: “a bandeira portuguesa ligada involuntariamente a momentos de ataque à democracia neste país quando nazis tentaram invadir o Reichstag, em Berlim. Um dia triste para a comunidade lusa na Alemanha”.

O ataque foi também condenado pelo ministro do Interior, Horst Seehofer, que considerou “inaceitáveis” os atos perpetrados contra “o centro simbólico da democracia liberal” da Alemanha. Também a ministra da Justiça, Christina Lambrecht, condenou o ataque e pediu os alemães que “se defendem destes inimigos da democracia”. “A imagem insuportável de neonazis em frente ao Reichstag não se pode repetir”, disse a ministra aos jornais do grupo Funk. “É uma vergonha ver bandeiras do Reich em frente ao nosso parlamento”, considerou também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Heiko Maas.

Ao longo do dia de sábado, cerca de 300 pessoas foram detidas.