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Bandalheira

O governo convocou os sindicatos dos professores para mais uma ronda de negociações de faz de conta.

Vou deixar aqui das achegas para uma melhor compreensão do que está em jogo.

Numa determinada escola de Lisboa, os alunos do 10º ano ainda não tiveram português e já vamos a mais de meio ano letivo.

Ficou a saber-se, por pressão dos pais, que a professora aparece na escola três a quatro dias por mês. Nos restantes, está de baixa médica. Como não está o mês inteiro de baixa, a escola não pode pedir a substituição da professora gazeteira. E a história repete-se, mês após mês.

Noutro caso, uma outra professora falta sistematicamente e apresenta atestado médico.

Questionada a direção, a resposta foi um sorriso e um comentário inocente: sabem, ela está a fazer o mestrado.

Claro, se está nas aulas de mestrado dela, não pode estar, ao mesmo tempo, a dar aulas aos alunos.

É a bandalheira completa.