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Atirar a fraga e esconder a mão

Uma câmara de telemóvel é um instrumento de utilidade inaudita. Juro.

Mal havia telemóveis com câmaras já eu ambicionava um aparelho desses. Imaginava a pertinência para mim, ou para qualquer utilizador desse acessório.

Pensava exactamente nos flagrantes das forças de segurança, agora também designadas forças “musculadas”, sobretudo, e até, nos abusos que cometem e ainda com as viaturas oficiais. As particulares são outro assunto…

Quando rapaz muni-me de uma pequena máquina de fotografar simulada, exactamente para captar flagrantes que não tinham necessariamente ser flagrantes de delito, nem delitro…

Hoje, e não só pelas câmaras dos telemóveis – mais as redes sociais, temos um jornalista em potência em cada esquina.

Até aqui não havia excessos de zelo nem brutalidade por parte de forças de segurança, materializados em muitos cidadãos nos menores procedimentos?

As televisões, e agora, sobretudo, as redes sociais mostram a esmo actos brutos pelas forças de segurança regionais, nacionais e por todo o mundo…

Há ondas de manifestações internacionais contra a violência das forças de segurança e por arrasto dá-se uma razão racista, xenófoba…

Testemunho, na minha cidade, umas referências por um guarda assim taxativa: “És um vagabundo, um filho da puta”. Assim rigorosamente e reiterado.

Desde sempre venho presenciando outras arbitrariedades – oportunamente objecto de tratamento.

Se não houver câmaras de registos vídeo e, ou pictóricos, não há violência? Injustiças e tudo o mais, por um ou dois ou três elementos polícias?

Vemos casos prolongados ao limite, até aos inquéritos ou aos tribunais. Mas… e nas áreas menos urbanas do Interior mais ermas onde não há muitas presenças e porque não, enfaticamente, onde não houver uma câmara.

Em Felgueiras, na minha cidade, há umas décadas, presencio, experiemento essa violência arbitrária.

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico).

 

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