As empresas adoram falar de autonomia, mas quando alguém decide sem pedir a permissão e bênção do topo, entram em modo “dificuldade e controlo”.
Querem iniciativa… desde que seja validada antes.
Querem inovação… desde que não mexa no processo.
Querem responsabilidade… desde que não crie riscos para quem “manda”.
Ora, a isto não se chama autonomia…É obediência disfarçada, é no fundo um “branding” moderno.
No desporto, autonomia é competência:
- Um médio que precisa de perguntar o que fazer em cada jogada… não joga… Imita!
- Um capitão que precisa de autorização para corrigir a equipa… não lidera!!!
Nas empresas, autonomia é celebrada… até alguém a usar de verdade.
E aí percebe‑se o problema: autonomia exige confiança, e confiança é rara.
As organizações dizem que querem autonomia, mentem.
Querem previsibilidade com pose de modernidade,
Pedro Paralta
