
Não sou benfiquista, mas sim sportinguista, mas não fico indiferente quando uma equipa portuguesa defronta uma equipa estrangeira, mesmo que a equipa nacional seja o Benfica, o eterno rival da equipa de Alvalade.
Possuir equipas como o Sporting, o Benfica, o Porto, o Braga, habituais em competições europeias, provoca algumas invejas a estrangeiros, nomeadamente a dirigentes da UEFA ou da FIFA.
Da mesma forma,possuir o Bola de Oiro, como é Cristiano Ronaldo, ou ter um excelente treinador como Mourinho, entre Carlos Queirós, Fernando Santos, Vilas Boas e outros com nome firmado no estrangeiro, também é mais um factor de inveja.
Vimos como um Michel Platini opinou sobre a sua preferência por Messi em vez de Ronaldo para a conquista da Bola de Oiro.
Vimos como a UEFA tentou aplicar um castigo a um jogador do Benfica antes do encontro com o Juventus, pese embora o facto de o árbitro não ter visto a falta susceptível de expulsão.
Vimos como o Presidente da FIFA imitou malevolamente os gestos de Ronaldo, antes de se saber quem seria o vencedor da Bola de Oiro.
Depois assistimos às expulsões de jogadores do Benfica no jogo contra a Juventus, o que impedia a sua presença na final europeia, sendo eles dos melhores praticantes na equipa.
Na final, o árbitro perdoa três penáltis ao Sevilha, permite o avanço do guarda-redes Beto da linha de baliza na marcação dos penaltis, o que é ilegal, facilitando a defesa dos mesmos.
Tenho a íntima convicção que a inveja pesa demasiado sobre quem decide e a escolha dos árbitros é decisiva para influenciar resultados.
Platini é francês, embora de origem italiana. Este facto não é de somenos importância. No futebol de hoje há verbas monstras em disputa.
É impossivel provar acusações que aqui poderiamos debitar. Mas,a nossa convicção profunda é que houve mãos estranhas que “desenharam” antecipadamente o desfecho.
Portugal, pequeno país no continente europeu, sempre foi alvo de invejas. É hoje invejado no futebol como no passado foi invejado por possuir um Império que lhe concedia o estatuto de superpotência, pois era dono e senhor dum vasto espaço geográfico e económico, podendo permanecer “orgulhosamente só” sem mendigar a ninguém do que “orgulhosamente acompanhado”, mas de mão estendida à caridade estrangeira.
A História é o que é e não se faz de “ses”.
O Benfica perdeu como Portugal ficou sem o Império.
Esta é que é a realidade.
Isaías Afonso
