
Olá! Como é que vocês estão, seus rebeldes? Já começaram a sentir os sintomas da doença causada pelo final férias? Deixem lá, isso é uma doença que passa em poucos dias. No máximo, ficam uma semana a pedir o regresso delas, mas depois lá se habituam. É o ciclo natural das coisas, não há volta a dar.
Ora, sabem o que me anda a criar um bichinho aqui no estômago? É a malta que passa o dia a falar da inveja. Não entendo esta obsessão compulsiva de estar com a palavra “inveja” na ponta da língua e do teclado. Parece impressionante, mas julgo que estamos a passar a era da cobiça e da ganância, mas só para superar os bens da vizinha do terceiro esquerdo. E porquê? Ninguém sabe.
Esta mania de tentar fazer inveja, e dizer que os outros têm inveja de nós, trata-se de um fenómeno que começou a ter mais força com a introdução das redes sociais na vida alunos da escola/ faculdade da vida. Claro que antes de este fenómeno digital surgir, esta mania já era sustentada por videntes e bruxos.
“E onde é que isto vai parar, maldisposto?” Pergunta o meu fã número um, que passa o dia a jogar jogos online e que só faz pausas para ler as minhas publicações. Meu jovem, sinceramente… não sei. Acho que ninguém tem inveja da vida miserável da maioria das pessoas que fazem questão de dizerem que têm inveja delas. Tenho muita inveja da riqueza do Bill Gates e da sua popularidade. Tenho também muita inveja do Terence Tao, um dos homens mais inteligentes do mundo. Por isso, como podes constatar, não tenho inveja de coisa barata. As unhas da Rute e o novo vestido da Andreia, não me interessam. O carro tuning do Manuel e o novo boné do Joaquim, não fazem o meu estilo. Portanto, como é que vou ter inveja disso?
Ainda me lembro quando as pessoas diziam que a privacidade era uma coisa magnífica. Hoje isso é coisa do passado e o que interessa é partilhar a vida toda pelas redes sociais e espalhar pela rua tudo o que é de bom a nosso respeito. Não é assim? Pois claro que é.
