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Alguém viu o poeta?

Alfredo Estebaínha pereceu na madrugada do dia 19, num hospital da minha região, aonde estava internado há bastante tempo.

Nasceu a quatro de Março de 1919, em Aljustrel.

A sua idade, 97 anos, não aguentou mais que o velho e mestre poeta, continuasse rijo como bom aljustrelense, mas de Felgueiras de coração. E todos nós reivindicamo-lo abnegadamente.

O velho poeta radicou-se em Felgueiras em 1952 para construir o edifício dos Paços de concelho.

Enquanto jovem, e não sabia ler nem escrever, recitava os seus poemas. Em adulto aprendeu a ler e escrever sozinho e apresentou-se a exame onde foi distinguido. A partir de então, e coincidindo com uma data muito estimava pelo poeta, que é o 25 de Abril de 1974 e a revolução, dedicou-se mais profundamente à poesia vindo a editar três livros. Do Fundo da Mina, saiu em 1991. P`ra Cá da Planície sai em 1994 e Da Faculdade da Vida, em 1997.

A actividade literária não se concentra apenas nestas edições. Ganhou imensos prémios e colaborou em muita comunicação social, especialmente de Felgueiras.

Sabemos que tem muita, muita matéria para sair e há-de sair quando for oportuno, mas cá estaremos para devorar mais labor literário de Alfredo António Estebaínha.

Quis ainda o destino que o velho mestre perecesse exactamente sete anos após o perecimento do igualmente amigo e velho mestre, o poeta Arlindo Pinto, muito amigos.

Mário Adão Magalhães 016/04/19

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