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Vale tudo?

Eu não sei o que mais falta acontecer em Portugal, para que isto deixe de ser um sítio mal frequentado. Temos um ex-primeiro ministro preso preventivamente, um primeiro-ministro que fugiu às suas obrigações contributivas, à espera, claramente das prescrições, diretores gerais presos por alegada corrupção, antigos deputados envolvidos em manigâncias financeiras, etc., etc, e a rapaziada continua a assobiar para o lado, como se a coisa fosse o mais natural deste mundo.

Se calhar é e eu é que sou ingénuo, já que ninguém parece ter vergonha na cara, e ninguém se demite. Segundo o presidente da república, parte destes fatos têm a ver com a proximidade de eleições e siga a marinha.

Estou lembrado que, pelo menos dois ministros do PS se demitiram, um quando caiu a ponte de Entre- os- Rios, e outro quando surgiram dúvidas sobre uma casa, a cair de madura, que o ministro pretendia recuperar, num terreno protegido.

Mas, hoje, parece que não é assim, os titulares das pastas estão agarrados às cadeiras como lapas, e não há escândalos, por mais cabeludos que sejam, que os movam.

Isso devia fazer com que os portugueses quisessem punir quem atirou com o país para a cauda da Europa e os portugueses para a pobreza e a exclusão.

Mas, parece que o velho ditado «quanto mais me bates mais gosto de ti», ainda é o que era e as sondagens indicam que o PS não descola e que, se a maioria absoluta é já uma miragem, a própria vitória eleitoral não são favas contadas estando os dois melhores classificados, o PS e a coligação, separados apenas pela margem de erro.

Perante este cenário, vamos ter uma campanha eleitoral feita de casos, onde vai valer tudo para descredibilizar o adversário, já que, numa linguagem futebolística, serão os detalhes que irão ditar o vencedor.

Há, porém, uma incógnita. O Presidente da República já disse, por mais e uma vez, que não daria posse a um governo minoritário. Sendo assim, caberá ao Chefe do Estado, um papel crucial na formação de maiorias. Ora, as recentes declarações de Cavaco Silva, colando-se claramente ao governo, retiraram-lhe espaço de manobra, fazendo antever tempos difíceis.

Haja paciência!

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