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Turismo do Norte quer compensar desinvestimento da TAP no Porto

O presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal pediu hoje ao Governo para aumentar o envelope financeiro do contrato programa, compensando assim o facto da companhia aérea TAP apenas realizar 10% das operações no Porto.

“É preciso aceitar que a TAP está para servir o Aeroporto de Lisboa e está também para fazer a sua aposta no ‘hub’ em Lisboa. Nada contra. Agora, já que todos andamos a pagar esse serviço e não estamos a ter o serviço, então convém que seja disponibilizado às regiões um envelope financeiro que nos permita dialogar com outras companhias que se encontram mercado e que encontram oportunidade”, declarou Luís Pedro Martins, presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), referindo que se a TAP apenas regista 10% das operações no aeroporto Sá Carneiro, então tem que haver mais verbas para desenvolver promoção junto de outras companhias aéreas.

À margem da inauguração de uma tela promocional da região do Douro no exterior da loja do Turismo do Porto e Norte na zona de chegadas do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, para assinalar os 20 anos da elevação daquela região vinhateira a Património Mundial da Humanidade da Unesco, Luís Pedro Martins assume que é preciso aceitar que a TAP está vocacionada para servir Lisboa.

A “questão é que em vez de termos um [euro], podemos ter mil [euros] para poder desenvolver esse trabalho”, disse, defendendo que existam “ferramentas” para que o Turismo do Porto e Norte de Portugal possa trabalhar e ajudar a “questão da conectividade aérea da região”, porque a região depende muito dos mercados internacionais.

No contrato de programa da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) e do Turismo de Portugal existe uma verba para o apoio a companhias aéreas inscrito no programa VIP.

O programa VIP visa o apoio à promoção a novas rotas, nomeadamente desenvolvendo ações de promoção com companhias aéreas, operadores turísticos e OTAS (Online Travels Agencies).

A “questão é que em vez de termos um [euro], podemos ter mil [euros] para poder desenvolver esse trabalho”, defende Luís Pedro Martins.

Luís Pedro Martins assume que existe um problema de conectividade aérea, e que é preciso agora “rematar à baliza”.

Questionado pela Lusa sobre se é um adeus à TAP e “bonjour” a outras companhias aéreas, Luís Pedro Martins, garante que esse “bonjour já está a ser feito”, na medida em que a “TAP é a quarta companhia a operar para o aeroporto Francisco Sá Carneiro, já ultrapassada por companhias como a Ryanair, a Easyjet e a Transavia”.

“Se a TAP representa 10% desta operação neste aeroporto [de Sá Caneiro], então alguém representa 90% da operação. Vamos falar com quem representa 90% da operação no Aeroporto Sá Carneiro”.

Luís Pedro Martins reiterou o que tem vindo a dizer sobre a operação da TAP no aeroporto Sá Carneiro, no Porto, ou seja, que não tem nada contra a TAP apostar no ‘hub’ e no aeroporto de Lisboa, porque “Portugal necessita de um ‘hub’ em Lisboa e de uma companhia que permita essa ligação a mercados tão importantes como a América do Norte, América Latina e África”, mas também defende que há “soluções rápidas” que têm se ser realizadas.

O dinheiro pode vir do IVA turístico, sugeriu o presidente da TPNP.

“Acho que era simpático, já que é o turismo que permite que essa receita entre nos cofres do Estado, para depois poder ser aplicado no turismo, para que o próprio turismo o aplique para trazer mais receitas”, explicou, considerando que a “solução não é difícil”.

O presidente da TPNP, o vice presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte, Beraldino Pinto, e um representante da Comunidade Intermunicipal do Douro, Luís machado, inauguraram esta tarde uma tela gigante promocional da região do Douro, que está a comemorar os 20 anos da elevação a Património Mundial da Humanidade da Unesco.

A tela está colocada no exterior da loja do Turismo do Porto e Norte, situada em frente à zona de “chegadas” do Aeroporto Francisco Sá Carneiro.